quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Manu Chao - Rainin In Paradize

ARTISTA DEL MUNDO


MANU CHAO - LA RADIOLINA

Manu Chao não é apenas um simples músico franco-espanhol, mas também um homem politizado, um ativista, um cantor e compositor poliglota, um cara simples que sai para beber nos botecos das cidades em que realiza seus shows, um artista do mundo onde tem em sua fonte de inspiração ritmos multiétnicos como: rumba, baladas latinas, reggae, música africana, flamenco, ska e dessa vez até country(confira as faixas 13 dias e Besoin de la Lune). No seu novo trabalho acontecem bons momentos quando ele resolve lembrar de sua antiga banda Mano Negra, uma das mais populares bandas de Rock da França, grandes exemplos disso são as músicas: “Rainin In Paradize”, “The Bleedin Clown”, “El Hoyo”, “Panik Panik” e “Ahora Que”. O ska “Tristeza Maleza” vem cheio de guitarras, metais e protestos contra o presidente Norte Americano George Bush. Uma das canções mais bonitas se chama Llaman Calle um verdadeiro flamenco com muitos dedilhados de violão, palmas e segundas vozes (esse é um momento de graça no La Radiolina). Outro ponto alto é quando ele faz uma viagem ao seu disco anterior, na música Mama Cuchara. Revive todo o clima ao vivo de Radio Bemba Sound System, tanto na energia da música como nos gritos de fundo e sirenes. Dizem que esse será o último trabalho de Manu Chao em formato compact disc, pois afirmam que o mesmo irá fazer lançamentos apenas via web. Isso não importa, mostra mais uma vez que esse artista está antenado as tendência do mundo globalizado. Globalizado como sua música...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

terça-feira, 18 de setembro de 2007

THE KILLERS - SAM'S TOWN


Esse é o segundo trabalho do The Killers. Como muitos sabem sempre vão existir comparações com o primeiro disco principalmente quando o debut da banda estoura, como foi o caso desses carinhas de Las Vegas. A primeira faixa traz o título do disco, Sam's Town, trata-se de uma música crescente e torna-se empolgante no decorrer dos encaixes instrumentais bem executados pelos integrantes da banda. A curtinha Enterlude vem logo em seguida, uma espécie de introdução de apenas cinqüenta segundos. Possui lindos acordes de piano como há muito tempo não se ouvia numa banda de Rock. Na quarta faixa começa o ápice do disco com uma seqüência avassaladora de três músicas bastante instigantes. Na primeira da série, Bling (Confessions of a king) possui uma mini ópera como introdução, entrando logo após uma linha de bateria e baixo bastante dançante. Logo em seguida vem For Reasons Unknown, onde o vocalista Brandon Flowers mostra competência em levar a música em uma viagem épica e num ritmo que também tira qualquer bunda da cadeira. A Read My Mind fecha a seqüência com chave de ouro. Música muito bem encaixada na proposta do disco: arranjos de teclados destacados, falsetes, couros e guitarra discreta, porém com suma importância na levada das músicas. Exitlude é a décima segunda faixa do disco e com certeza a mais bonita, pois além de trazer os mesmos acordes de piano da segunda canção do disco, dessa vez “eles” vêem com toda a banda crescendo durante toda a música. Disco retrô, bom para dançar, excelente para festinhas e disco de quem conseguiu quebrar o carma do sucessor!!!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

FOO FIGHTERS - ECHOES, SILENCE, PATIENCE AND GRACE


Esse disco tem lançamento confirmado para o dia 25/09/07, mas como já vazou na net, tivemos acesso ao novo trabalho da banda do rapaz mais legal do Rock. O primeiro single The Pretender vem logo de cara, com direito a uma linda introdução, abafadas de guitarra e umas levadas na condução da bateria (um verdadeiro punk rock). A segunda faixa intitulada de Let It Die, pensamos logo de cara que seria uma canção acústica, devido aos últimos projetos da banda, mas de repente entra uma guitarra distorcida e começa a porrada, para alegria de muitos ela continua nesse ritmo até o final. A faixa Long Road To Ruin é uma verdadeira balada, típica música para se ouvir no volume bem alto dentro do seu carro! Digo, sem medo de errar: Essa será o grande hit desse disco. A acústica e bem trabalhada The Ballad of the Beaconsfield Miners é a homenagem que a banda faz aos dois trabalhadores australianos que ficaram presos em uma mina por quase duas semanas. A décima faixa, Statues, não parece os Foo Fighters, pois essa traz pianos e belos solos de guitarras acústicas, diferente do que “eles” costumam fazer, mas no final soa legal. Echoes, Silence, Patience And Grace não é nenhum discaaaaaço, como nenhum outro lançamento do Foo Fighters, mas é verdadeiro, é Rock n Roll, é Dave Grohl, é curto e grosso !!!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O VERÃO CHEGOU !!!


Isso mesmo, acaba de sair do forno o novo disco do Ben Harper intitulado de Lifeline. Esse trabalho traz ótimas canções e mostra a grande competência de sua banda de apoio, Innocent Criminals. O disco começa com a excelente Fight Outta You, onde Ben mostra que é um excelente compositor tanto nas letras como nos riff´s de violão. Em seguida vem a viajante In The Colors , essa possui um piano de primeira deixando essa bela canção mais charmosa. O ponto alto do disco vem com a contagiante Say You Will, nessa hora dá vontade de fechar os olhos e bater palmas, trata-se de uma música ultra empolgante. A faixa que dá titulo ao disco fecha de forma simples (voz e violão), porém muito bem executada por esse grande artista chamado Ben Harper. Disco bom, sem frescura, bem elaborado e uma excelente trilha sonora para o verão que acaba de chegar!

QUANDO A MELANCOLIA SERVE A CRIAÇÃO


Em 1972 Caetano Veloso estava exilado em Londres.

Nada o anima. Nem a visita de amigos brasileiros, nem o pique de Gil pra cena musical mundial, nem mesmo tocar. Acontece que nessas horas alguns artistas conseguem tirar o melhor do pior. Caetano pinçou sua obra-prima.

Transa é um disco que teve embrião no produtor Ralph Mace. Este executivo britânico, sem saber uma palavra de português, soube ouvir como ninguém o sentimento de um baiano. Foi ele que incentivou, ou melhor, exigiu que Caetano se acompanhasse no violão, coisa que ele só fez a partir do Transa, (pois nenhum produtor brasileiro o deixava antes) e o faz até hoje. Essa motivação cativou Caetano, fez ele absorver a idéia de gravar um disco londrino e transformar toda aquela melancolia em arte.

O disco só tem sete faixas, mas talvez não precisasse de mais, vemos pela última vez o Caetano revolucionário da Tropicália somado ao poeta. Com o apoio de Mace, a chegada de uma grande banda de brasileiros(Caetano brigou com o projetista da capa por não colocar ficha técnica) e os arranjos nada menos que definitivos de Jards Macalé o artista apareceu, se despiu da timidez e deixou a modéstia de lado (o que lhe é costumeiro). Compôs em inglês como nunca conseguiria, nem antes nem depois, fez um disco orgânico, espontâneo, um disco quase ao vivo. Escute "YOU DON´T KNOW ME" e você vai entender, toda tristeza e lirismo do poeta estão presentes. Preste atenção em "NINE OUT OF TEN" e verá o Caetano revolucionário usando pela primeira vez numa canção brasileira, compassos de reggae, uma vinheta no começo e no fim da canção. Reggae esse descoberto na Portobello Road de Londres e incipiente em toda letra, não houve medo de ousar. IT´S A LONG AWAY é outro achado, puro sentimento. Citações em português e inglês permeiam essas letras de forma brilhante, sempre no tom certo, no momento correto. Por fim não deixem de ouvir um dos maiores intérpretes da MPB, cantando o belíssimo samba de Mansueto Menezes - MORA NA FILOSOFIA. Caetano tem o poder de colocar seu toque em cada música que canta, especialmente nas que não compôs. Essa não é exceção, é o grande momento do melhor disco desse excepcional artista.
Existe beleza na tristeza, o Transa prova isso.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

PEARL JAM - LIVE IN CURITIBA


Mais um bootleg oficial do Pearl Jam ? Sim, mas esse tem um gostinho especial por ter sido gravado em terras tupiniquins. Essa foi uma das apresentações bombásticas do Pearl Jam em Novembro de 2005 no Brasil. Nesse set list da banda, por talvez nunca terem vindo ao Brasil, possui clássicos como: Jeremy, Better Man, Black, Alive, Even Flow, Last Kiss, Animal, Do The Evolution e Given to Fly. O simpático e talentoso vocalista Eddie Vedder mostra-se bastante empolgado com seu debut no Brasil, tanto é que arrisca várias frases em português. Eles trazem dois covers, o primeiro é do Ramones, onde Eddie solta em português "Todos os dias eu penso num amigo que faleceu a um ano atrás, ele se chamava Johnny Ramone (nessa hora começam os HEY HO, LET´S GO !), me ajudem a cantar para ele" aí soltam: I Believe In Miracles. O segundo cover que trouxeram na bagagem foi: Kick Out The Jams, do MC5, nessa hora eles chamam Mark Arm e Steve Turner ambos do Mudhoney, banda que abriu todos os shows deles no Brasil. A apresentação fecha com a belíssima Yellow Ledbetter, publicada oficialmente em 2003 na coletânea de inéditas Lost Dogs. No mais, para quem é brasileiro e fã da banda é de suma importância possuir esse trabalho em sua prateleira.

BEASTIE BOYS - THE MIX UP


Os Beastie Boys continuam desbravando sua viagem músical, no começo de sua carreira vinham de Punk, logo após de Hip Hop, depois Rap e agora ? A princípio o disco é todo intrumental sem samples, sem vocal ou seja um disco cru. Se você tá pensando que esse disco é chato, tá muito enganado! Trata-se de uma verdadeira salada de ritmos, onde você pode certamente jogar na sua playlist e deixar rolar sem receio durante sua festinha residencial e ir beber com os convidados numa boa. Temos um pouco de Jazz, Funk, Surf Music e muito Hip Hop das antigas. O começo é sensacional com três faixas: B For My Name, 14th St. Break (um trecho dessa faixa me faz lembrar um ensaio de escola de samba) e Suco De Tangerina. No meio da bebedeira vem a música: Freaky Hijiki que mostra um som maduro, com uma discreta percussão porém muito bem executada. E quando a festa vai chegando ao fim, parece que as pessoas vão ficando mais animadas, então vem as duas embriagantes, uma colada na outra: Freaky Hijiki e The Kangaroo Rat. Não se trata de uma obra prima dos Bestie Boys como o Ill Comunication mas é um som divertido, diferente e bastante groovado !!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

QUEENS OF THE STONE AGE - ERA VULGARIS


O que dizer do aclamado Queens Of The Stone Age ? Bom, ainda continua surpreendendo muitos com seu som pesado, tosco e versátil. Temos nessa bolacha baladas como: Make It Wit Chu e 3's & 7's - Peso e psicodelia com: Sick Sick Sick, Run Pig Run, Misfit Love e Battery Acid - E músicas que fazem transcender numa viagem sobrenatural como as belíssimas e ápice do disco: Into The Hollow e Suture Up Your Future. É evidente a falta que o baixista Nick Olivieri faz a banda, mas também é evidente que o guitarrista, vocalista e excelente músico Josh Homme é um dos melhores compositores da atualidade. Ainda acho esse disco o melhor laçamento de 2007 !!!

BAD RELIGION - NEW MAPS OF HELL


O incansável Bad Religion ainda continua trilhando seus passos de banda mais fiel a um estilo. Uma banda repleta de coroas (diga-se de passagem a grande maioria permanece desde a formação original dos meados dos anos 80) ainda faz um som de jovens e para jovens !!! Essa bolacha é uma porrada no seu ouvido, músicas de no máximo três minutos, com três guitarras muito bem entrosadas, rápidas e um espetáculo do baterista Brooks Wackerman do começo ao fim. Músicas como: New Dark Ages, Before You Die, Honest Goodbye, Murder e The Grand Delusion mostram que o espírito punk desses tiozinhos do norte de Los Angeles não vai acabar nunca, ou pelo menos vai demorar...