quarta-feira, 31 de outubro de 2007
PELAS BANDAS DE LÁ
CONFIRMADO SHOW DO THE POLICE NO
RIO DE JANEIRO
Dia: 08/12/2007
Local: Maracanã
17h - Abertura dos Portões
20h - Paralamas do Sucesso
21h - The Police
-INGRESSOS:
Arquibancada Lateral (R$ 160,00)
Arquibancada Central (R$ 270,00)
Cadeira Azul Lateral (R$ 190,00)
Cadeira Azul Central (R$ 270,00)
Gramado (R$ 190,00)
Palco Premium (R$ 500,00)
*Existe estudante para todos os setores (metade do preço)
-VENDAS:
Bilheteria Maracanã: das 10 ás 17h.
Site: http://www.ingresso.com/
MADE IN BRAZIL

FORGOTTEN BOYS - STAND BY THE DANCE
Nesses últimos dias pensava muito no que iria escrever. Finalmente encontrei, ou melhor, lembrei e me questionei por não ter escrevido sobre eles ainda. Isso mesmo o Forgotten Boys está entre as melhores bandas do Brasil, e outra, garanto que se fossem gringos já teriam estourado para o mundo. Com músicas duras, instigantes e rápidas você percebe logo de cara as influências dos Stooges, Ramones e Rolling Stones. Nesse último trabalho intitulado de Stand By The Dance eles acertam em cheio na pegada. O disco todo é excelente, no entanto destaco algumas músicas. A primeira, que dá nome ao disco, é uma dose de adrenalina em suas veias, realmente foda! A segunda faixa “All You See” é um verdadeiro Punk Rock com guitarras simples, baixo discreto e condução na bateria, tudo como diz a cartilha de Malcom Mclaren. Seguida de “Get Load” um rock sujo, com riff´s de guitarras toscos e refrão em couro daqueles que grudam, simplesmente fantástico. A quarta música “Não Vou Ficar”, é a primeira faixa que eles gravam em português, nessa você percebe de uma vez por todas que não há banda brasileira com a mesma sonoridade deles. A segunda música em português, porém a oitava faixa do álbum “Blá Blá Blá” traz Chuck Hipolito no vocal, essa é na mesma linha das outras do disco, entretanto destaco a letra dela. A décima segunda “The Ballad Of” como diz o titulo é uma verdadeira balada, com ótimas guitarras e encaixe perfeito da cozinha (baixo e bateria). Colada nela vem “5 mentiras” também com Chuck no vocal, dessa saiu um excelente vídeo clipe em que as namoradas dos caras representam eles no palco. Para fechar esse bom trabalho vem “Just Done” uma canção à moda Keith Richards e Mick Jagger, o famoso e puro ROCK N´ROLL com direito a piano e tudo mais. O Forgotten Boys está traçando seu caminho no rock nacional como uma banda independente, com quase todas as músicas em inglês e chegou onde está por pura fidelidade a um estilo pouco explorado por bandas brasileiras. Uma banda de Rock duro, com veia punk e que sabe o que quer!!!
terça-feira, 30 de outubro de 2007
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
SOM DA SEMANA - THE ANIMALS

Dessa vez o som da semana fica por conta do The Animals, ótima banda dos anos 60. A música escolhida foi a clássica "The House Of The Rising Sun".
Link: http://rapidshare.com/files/66101023/08_-_The_House_Of_The_Rising_Sun.mp3
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
PAULO FRANCIS VAI PRO CÉU
Para Ernani.
Outro dia conversava com o nosso Procurador Ernani Médicis (o que será que ele tanto procura), e este me dizia que quando queria me elogiar citava uma certa veia jornalística minha na hora de escrever. Elogio maior não poderia haver, contudo, ratifico que não sou jornalista. Não tenho qualquer obrigação com os fatos, escrevo o que penso vejo e sinto, e se os fatos forem contra mim, pior para eles, como diria o outro.
Mas enfim, como em conversa de bar a gente nunca consegue, por completo, dizer o que pensa, resolvi hoje escrever sobre a verdadeira influência que tive para gostar de botar coisas no papel, a qual, por incrível que pareça, era jornalista: Paulo Francis.
Esse não teve a metade da genialidade de vários escritores, porém, como era bom lê-lo. Eu o lia naquela idade de formação, muitas vezes bailava nos assuntos, mas a verve, o estilo e acima a qualidade dos textos me marcaram. Hoje leio Jabor, Elio Gaspari, Noblat e vejo muito pouco ou quase nada. Claro que são bons, mas não sei se ficarão na memória. Não vou nem falar de Diogo Mainardi porque, pra quem vai citar Paulo Francis, Diogo não passa de um revoltadinho caricato.
Francis começou a escrever em 1957, aos 27 anos. Foi repórter, editor, colunista, diretor, editorialista. Cobrava caro pra trabalhar e quando em cargo de chefia era generoso com o dinheiro do patrão. Achava que jornalista deveria ganhar bem. Dizia que nunca foi "fichinha" começou assinando, e daí em diante nunca lhe devolveram ao anonimato. Era uma espécie rara na imprensa brasileira o "polemista vocacional". Formou seu público tratando-o como adulto. O que alguns chamavam de ofensa ele chamava de crítica, crítica não é raiva, é apenas crítica, dizia. "As pessoas deviam se ofender com o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma. Meu tom ás vezes é sarcástico. Pode ser desagradável. Mas é, insisto, uma forma de respeito".
Aos que acham Paulo Francis arrogante, prepotente, racista e etc. Digo-lhes que ele era tudo isso e muito mais, entretanto, nunca se vendeu, era generoso e afetuoso mas não mostrava isso. Queria o debate tão somente no plano das idéias, seja com amigos ou inimigos. Certa vez, escreveu:" Dizem que o negócio é viver ; prefiro ler. Só me sinto absolutamente feliz quando estou em casa, sozinho, lendo. Com a empregada muda e fornecendo cafezinho de meia em meia hora. Minhas amizades são pouquíssimas, a idéia de ter uma massa ululando a cada palavra minha me horroriza além de qualquer descrição".
Em 1971 se mandou pra Nova Iorque e nunca mais voltou. Brigou com a Esquerda, esculhambou a Direita. Dizia que a melhor propaganda anti-comunista era deixar um comunista falar, ou que Marx falando de dinheiro era igual a padre falando de sexo. Em 1994 escreveu que o Brasil teve como últimos presidentes um poeta, um profeta e um pateta, sobre a trinca Sarney, Collor e Itamar e que Bill Clinton sairia algemado da Casa Branca (quase acertou). Certa vez, o chamaram para um revisão da bandeira do Brasil, convite que declinou com a seguinte resposta:
- “Mas é tão simples, é só trocar os símbolos por um bumba meu boi com partes das bandeiras do Flamengo e do Corinthians". Seu humor era debochado e certeiro. Sobre o capitalismo dizia que homem que não tem dinheiro ou mulher não pode pensar em outra coisa. Sobre o feminismo, que mulher feia é proletariado insolúvel.
Tinha várias admirações, a maioria literária. Gostava de ópera mas detestava balé. Com cultura não tinha muita paciência para modismos e novidades, seu bordão era : "Se eu não conheço, não presta". Sobre cantores novatos sempre falava com ceticismo : " Mais um que desponta para o anonimato" ou " Os cisnes antes de morrer cantam. Tem gente que devia morrer antes de cantar" Caetano Veloso admirador confesso de Francis discutiu muito com ele. Certa vez o baiano entrevistou Mick Jagger para um programa brasileiro. Francis achou Caetano subserviente e fulminou: ”Brasileiro se deslumbra fácil, aceita fazer só pergunta combinada com entrevistado para não perder o contato".
Na época do tropicalismo, desbunde e onda hippie escreveu referindo-se a Caetano, Gal, Gil, Bethânia e outros... :" Esses baianos invadiram o Rio pra cantar : " AH, MAS QUE SAUDADE EU TENHO DA BAHIA... Bem, se é por falta de adeus, pt saudações."
Paulo Francis quando era bom era ótimo, mas quando era mau, era excepcional. Quando Caio Blinder discordava dele no Manhattan Connection ele esnobava: "Calma Caio, calma. É só uma opinião, mas se você não concorda você é um idiota”. Suas frases, muitas vezes adaptadas de grandes autores eram definitivas como : " Todo otimista é um mal informado", ou " Quem sabe faz quem não sabe leciona". Sobre seus luxos ; " Só um imbecil escreve por outra coisa que não seja dinheiro" ou sobre a mediocridade alheia : " A ignorância é a maior multinacional do mundo".No capítulo álcool falava : “Bebi muito anos. Para ficar bêbado. Não posso imaginar outra razão. Bebedor social é coisa de pequeno burguês".
Sobre drogas deu uma única entrevista:
- Francis você já usou drogas ?
- Todas.
- E já teve problemas com isso ?
- Imagina. Tem de ser muito imbecil para se deixar viciar.
No fundo Francis era um sentimental. Fernando Henrique foi procurá-lo em Nova Iorque antes de seu primeiro encontro com Bill Clinton, Francis foi taxativo : “Fernando, nunca se coloque em posição de inferioridade. Você é mais inteligente e tem uma educação muito superior a dele". Sobre a arte de escrever dizia : "Como todos que escrevem não gosto de escrever, mas me sinto infeliz, mais do que o habitual, se não escrevo". Sobre suas mudanças de opinião ocorridas pelo caminho, gostava de deixar claro ; " A incoerência é uma característica dos talentosos, só os medíocres nunca mudam de opinião".
É isso Ernani. Sei que você já o conhecia, mas essa homenagem eu tinha de prestar.
Por fim reproduzo uma parte da crônica de despedida de Paulo Francis do PASQUIM, rumo a Nova Iorque, em 1971, que gosto muito :
" O pior não é a mentira ou a verdade. Isso nem existe filosoficamente. E só 0,1% da população sabe disso. O duro é conviver com a meia verdade ou a meia mentira, baseadas em verdades e mentiras falsas, que inventamos para fazer de conta que estamos vivos. Matamos o tempo, mas é o tempo quem nos enterra. A imprecisão é a constante de nossas vidas. E as pessoas se refugiam delas nas paixões, uma maneira barata de sintetizar em algo pseudo-sólido a nossa fluidez de tobogã sem medida. Meninos, sobrevivi. Não me vendi, ás vezes com muito álcool chego a me tolerar. E bebo, naturalmente, para tornar as outras pessoas mais interessantes. Até a próxima".
Abraços Ernani,
Marcelo Simões.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
MOMENTO HISTÓRICO
O Nirvana veio ao Brasil em 1993 para se apresentar no Hollywood Rock. Enquanto esteve no Rio de Janeiro, Kurt e sua trupe ensaiaram o disco "In Utero" no estúdio da BMG Ariola. Esse video foi tirado de um dos ensaios onde o Nirvana toca a música "Seasons In The Sun" de Terry Jack (fez grande sucesso na década de 60). Perceba que os integrantes da banda inverteram seus papéis.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Seleção Brasileira
A última edição da Playboy fez uma seleção das piores capas de discos brasileiros de todos os tempos. Caso vôcê não leia a revista ou ignora suas matérias devido a principal finalidade da publicação, confira aqui algumas das mais bizarras imagens da industria fonográfica nacional.
Araçá Azul (1972) - Caetano Veloso
Matogrosso (1982) - Ney Matogrosso

Amar pra viver ou morrer de amor (1982) - Erasmo Carlos (O tremendão)

O amor me escolheu (1997) - Paulo Ricardo

Disco Rosa (1975) - João Ricardo
SOM DA SEMANA - RADIOHEAD

Essa música está no novo trabalho do Radiohead intitulado de "In Rainbows". Destaco "Reckoner" pelo fato de Thom Yorke dar um verdadeiro show nessa faixa !
Link: http://rapidshare.com/files/64598727/07_-_Radiohead_-_Reckoner.MP3
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
SOM DA SEMANA - ISRAEL KAMAKAWIWO'OLE
Israel Kamakawiwo'ole, falecido cantor havaiano, mandando ver numa ótima pout purri das clássicas "Somewhere over the rainbow" e "What a wonderful world".
Link: http://rapidshare.com/files/62718527/Israel_Kamakawiwo_ole-_Somewhere_over_the_rainbow-_What_a_wonderful_world.MP3
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
MONTEREY POP FESTIVAL
Gênio é gênio fazer o que?!
Em 1967 no Monterey Pop Festival - EUA, antecessor de Woodstock, aconteceu um fato inusitado entre o The Who e Jimi Hendrix (indicado para o festival através de Paul Mccartney que já tinha lhe visto tocar em Londres e ficara impressionado). Jimi estava programado para tocar antes do Who. Pete Towshend (guitarra do The Who) sabia que Hendrix fazia mais sucesso do que eles na Inglaterra, e que se ele tocasse antes acabaria ofuscando o Who, que até então era mais famoso do que o Jimi Hendrix nos EUA (lugar onde Jimi ainda não fazia sucesso). Towshend e Hendrix discutiram nos bastidores e acabaram decidindo quem iria ser o primeiro na moeda, o Who levou a melhor. Já no palco Pete e companhia detonaram no repertório e quebraram tudo levando a platéia ao delírio. Quando eles retornam ao backstage Pete Townshend chegou pro Negão e falou: "QUERO VER VOCÊ FAZER MELHOR"...
Confiram quem se saiu melhor nesses dois vídeos abaixo.
P.S-Logo após o "foguinho" de Jimi, o The Mamas and The Papas tocaram, porém tiveram que esperar vinte minutos até que então os seguranças colocassem ordem no local!
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
A TODO VAPOR
Alguns discos marcam épocas.
FA-TAL, GAL, A TODO VAPOR, sem dúvida, foi um deles. O disco foi gravado, ao vivo, em 1971. O show é comentado até hoje e, pelo o que eu soube, foi um daqueles que o entusiasmo foi tão grande que deixou todos fascinados, embasbacados, alterados.
O disco é dividido em duas partes.
Na primeira parte, o que predomina é a voz de Gal, acompanhada apenas por um violão. Neste primeiro momento é clara a influência de João Gilberto.
Na segunda, as guitarras distorcidas, estilo Jimi Hendrix, encontra a plena harmonia com a voz fina de Gal.
O repertório não podia ser melhor.
Ao mesmo tempo em que se ouvem pérolas da Bossa Nova, como Falsa Baiana, de Geraldo Pereira, também estão presentes as músicas trabalhadas de vanguarda.
O conterrâneo Caetano foi o escolhido. Quatro músicas do seu companheiro de tropicália fizeram parte do repertório: Como 2 e 2 (duas vezes), Maria Bethânia,
Não Se Esqueça de Mim e Coração Vagabundo.
Jorge Ben também foi agraciado com uma das melhores interpretações de Charles Anjo 45.
Gal também canta, e como canta, Wally Salomão, em Luz do Sol e especialmente em Vapor Barato.
Vapor Barato, inclusive, a meu ver, é a grande música, se é que da para escolher, desta maravilhosa obra de Gal. A música foi tão bem recebida que logo virou o hino hippie dos jovens brasileiros dos anos setenta.
Mas no disco não teve apenas vanguarda e bossa nova.
Nosso Luiz Gonzaga com certeza ficou satisfeito ao ouvir Assum Preto. É de chorar.
Gal também cantou os pseudos alienados da Jovem Guarda, Roberto e Erasmo Carlos, em uma versão de arrepiar de Sua Estupidez.
A baiana ainda teve a sensibilidade de lançar Luiz Melodia, então jovem desconhecido, com a linda Pérola Negra.
O show e o disco FA-TAL, A TODO VAPOR, foi, indubitavelmente, um marco de uma época em que a juventude (ou uma parte dela) era sedenta por cultura e liberdade.
O show foi na época da ditadura, mas Gal gritava que queria ver de novo a luz do sol. Sensacional.
Segue o repertório: 1. Fruta Gogoia2. Charles, Anjo 453. Como 2 e 24. Coração Vagabundo5. Falsa Baiana6. Antonico7. Sua Estupidez8. Fruta Gogoia9. Vapor Barato10. Dê um Rolê11. Pérola Negra12. Mal Secreto13. Como 2 e 214. Hotel de Estrelas15. Assum Preto16. Bota a mão nas cadeiras17. Maria Bethânia18. Chuva, Suor e Cerveja19. Luz do Sol
SINCERIDADE A TODO CUSTO

NIRVANA - INCESTICIDE
Como não há nada de novo e interessante na área, resolvi escrever sobre um disco cheio de peculiaridades e sem muita repercussão na história. A compilação Incesticide veio ao mundo em dezembro de 1992 com o propósito de manter a banda no topo das paradas, já que o Nevermind estava saturado nas mesmas. Num acordo firmado entre a Geffen (gravadora do Nirvana na época) e a SubPop (selo independente que lançou a banda de Kurt Cobain ao mundo) eles conseguiram lançar a bolacha. Mas como assim? Uma banda que só tem dois discos vai lançar uma coletânea? Isso mesmo! Parece ser uma parada caça níquel (e não deixou de ser), mas com o Nirvana tudo é sincero e atraente. O disco foi composto com sobras dos dois primeiros discos, gravações em estúdios de TV´s e versões covers de algumas bandas. Kurt Cobain teve participação ativa nesse projeto, ele não só escolheu as músicas, como pintou a capa do disco e ainda emprestou seu patinho de borracha para a contra capa. Essa compilação é aberta com “Dive” uma música com um baixo grandioso e bateria pesada. Em seguida vem o hit “Sliver” que sem dúvida alguma traz uma das mais raivosas e rasgada atuação de Cobain em sua curta trajetória. A quinta faixa “Turnaround” é um cover da banda punk Devo, no mínimo uma versão curiosa. Colada nela vem mais dois covers “Molly´s Lips” e “Son of Gun” ambas dos Vaselines. Podemos considerar esse o ponto mais pop do disco, exercido com muita competência e instigação. Outro ponto interessante que podemos conferir nesse trabalho é nova roupagem que deram a “Polly”, eles conseguiram melhorar a obra já existente pois deram a “ela” a cara do Nivana, ou seja a pegada que faltava. A décima segunda música “Hairspray Queen” é uma das mais bizarras já feitas pelo o Niravana, contudo Kurt mostra que consegue alternar com bastante eficácia o submundo com o Pop. O trabalho é fechado com “Aneurysm”, uma música simplesmente fantástica. Cobain consegue mostrar que sua genialidade está intrínseca em cada detalhe e momento dessa música. Dave Grohl por sua vez dá um espetáculo de bateria mostrando seu virtuosismo e força. Sem dúvida, uma das mais absurdas canções já feitas por esses caras de Seattle. Esse disco não é o melhor dessa fantástica banda, porém mostra como se pode ganhar uns trocados fazendo um trabalho digno e sincero sem precisar apelar para o comum e banal. Uma coisa o Nirvana mostrou em tudo que fez, que o normal e verdadeiro podem ser geniais, basta fazer com a alma!
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
SOM DA SEMANA - THIN LIZZY
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
O GRANDE DRIBLE DE CHICO (segunda parte)

Continuação...
Contra a parede, Chico só viu uma solução para continuar a trabalhar, lançar um novo disco. Mas esse não poderia ser de inéditas (a ditadura não liberaria suas letras), e ele recusava-se definitivamente, a re-gravar velhos sucessos como A BANDA ou RODA VIVA.
Chico não queria olhar para trás, a única forma de fazer um disco inédito, sem música suas, seria fazer um disco de interprete, cantando músicas de outros autores.
Como disse no texto anterior, não havia idéia mais simples, mas o artista transforma o banal em especial.
Chico foi advertido que seu valor de interprete no mercado era reduzido. Era respeitado como compositor, mas como cantor era inferiorizado e até ridicularizado (como até hoje acontece). Seus discos eram admirados pelas melodias e, sobretudo pelas letras, mas eram menosprezados no quesito interpretação.
Porém, a ocasião faz o ladrão, e Chico não se fez de rogado. Caiu em campo e produziu um dos mais belos álbuns dos anos 70. Cada música que ele escolheu tinha uma história, queria dizer algo, significava alguma coisa, ou várias coisas ao mesmo tempo.
Além de reverenciar suas influências, antigos ídolos, ele homenageou amigos e contemporâneos, conseguiu em cada letra dar um recado. Pra quem era esse recado, cabe a você leitor ouvir e decidir.
Para abertura ele escolheu FESTA IMODESTA de Caetano Veloso. Este, após a volta de Londres, gravou com Chico um álbum ao vivo para zerar de vez as picuinhas e maledicências que sempre existiram (por conta dos outros) entre ambos.
Chico então, quis abrir seu disco com um samba de Caetano que relatava uma festa sem qualquer modéstia onde ocorreriam várias homenagens. Anos depois os dois usariam essa mesma música para abrir o disco do programa de televisão que fizeram na Globo no qual recebiam vários convidados.
Permanecendo na Bahia, na faixa dois Chico louva Gilberto Gil no lamento, COPO VAZIO. Talvez seja uma das mais impressionantes letras de Gil; “é sempre bom lembrar... que um copo vazio, esta cheio de ar. Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho, que o vinho busca ocupar o lugar da dor.”
Para quem, até hoje critica a capacidade de interpretação, de emocionar cantando de Chico Buarque, escute essa versão. Toda a tristeza do momento vivido por ele estão lá, o arranjo é triste e sensacional e a letra de Gil é nada menos que espetacular.
Caminhando pelo disco Chico cita Noel Rosa na lindíssima FILOSOFIA, canção onde ele desabafa só encontrar consolo na filosofia, e chora ter de seguir na vida até alguém dele gostar. Chico sempre foi comparado a Noel, e nada melhor que honrá-lo com uma música, já que bebera muito na fonte do poeta da Vila.
De Toquinho e Vinícius seus fiéis amigos e parceiros, com os quais fez SAMBA DE ORLY e outras, ele gravou O FILHO QUE EU QUERO TER. Canção feita aqui no Recife, na praia de Boa Viagem quando Toquinho contava para Vinícius, entre um e vários whiskys, da vontade de ter um filho. Chico também tinha e cantou magistralmente a linda canção.
No meio encontramos LÍGIA, do “seu maestro soberano” Antônio Brasileiro(Tom Jobim).
Essa música é sensacional. Tom conseguiu encher de mentiras os versos, citar as praias da zona sul carioca, colocar programas banais de forma tão bonita e, ainda por cima, no fim de cada estrofe encerrar a frase musical com o nome da musa inspiradora. Vale muito ouvir.
Entram também no disco o já famoso samba de Geraldo Pereira SEM COMPROMISSO, Dorival Caymmi com VOCÊ NÃO SABE AMAR e, num claro recado para a censura não mais perturbá-lo, Chico manda ME DEIXE MUDO de Walter Franco.
Acontece que até agora, Chico só tinha dado uma finta seca na censura, na ditadura e naqueles que dele duvidavam. O drible desconcertante, daquele do cara cair sentado, estava por vir. Como a repressão o enfurecia, mesmo gravando outros autores ele não parava de compor. Um dia chegou no estúdio com um samba novo. Um samba que sintetizava sua angústia, todo o tormento que estava vivendo. Ele tinha que gravá-lo, Chico tinha de expressar. Sabia que se mandasse a letra para censura ela não passaria, então, novamente, fez o simples. Criou um pseudônimo.
Percebam que pseudônimo num disco todo de autoria sua, chamaria a atenção. Mas um nome diferente, um nomezinho só, no meio de tantos nomes distintos da MPB, poderia passar. E como a ditadura não era muito sortida de inteligências, a música passou. Ta lá, faixa sete se não me engano - ACORDA AMOR.
Chico narra com maestria e até humor seu momento. Fala de pesadelo, aflição, de estar sendo importunado na sua casa pelos “homens”, pela “dura”, e ele lá de pijama clamando: Chame o ladrão! Chame o ladrão! No fim, já em desconsolo, preso, e sem a chegada do ladrão para lhe salvar, Chico dá o recado para sua senhora: “se eu demorar uns meses, convém ás vezes, você sofrer. Mas findo um ano e eu não vindo, ponha a roupa de domingo e pode me esquecer...” O mestre conseguiu falar de tudo. De si, dos censurados, da repressão, do medo que abatia todos e até dos desaparecidos políticos, porque naquela época se o cara sumisse muito tempo, pode esquecer... Gênio é Gênio, Chico deu asas a seu alter-ego: nascia JULINHO DE ADELAIDE.
Para finalizar esse grande disco, nada melhor que um dos maiores sambas de Paulinho da Viola, o samba que só pelo nome já dizia tudo. Chico escolheu para fechar, dar nome ao seu disco e a síntese do seu momento, o clássico SINAL FECHADO.
O arranjo feito para essa música é uma obra prima. A canção, simples de conteúdo, mas com o arranjo e interpretação magnífica de Chico, ganha contornos de dubiedade;
Será que queria dizer alguma coisa? Será que existiam metáforas escondidas?
Isso, leitor, você só vai saber ouvindo, garanto que não se arrependerá.
Meu amigo Gustavo Ramos, grande músico, acha essa a melhor versão já feita para esse clássico, e olhe que existem várias, inclusive com Maria Bethânia e Chico juntos. Todavia, Guga fecha com essa versão solo de Sinal Fechado.
Por fim, resta dizer que todo disco foi liberado e foi um tremendo sucesso. A ditadura levou meses para sacar quem era Julinho de Adelaide. E Chico, após anos de perseguição pode aproveitar. Mas, malandro é malandro, e ele não abria mão da malandragem.
No show de estréia do disco Sinal Fechado, quis incluir uma nova musiquinha daquele compositor que lançara Acorda Amor no seu disco. Cantou em todos os shows um novo sucesso seu, ops, de Julinho de Adeláide – JORGE MARAVILHA.
Aquela que grita para quem quiser ouvir: “VOCÊ NÃO GOSTA DE MIM... MAS SUA FILHA GOSTA!!!”
Foi ou não um grande drible?!

Do minuto em que R.P. MacMurphy põe os pés no hospital psiquiátrico, o estabelecimento médico pressente que aquele não é um paciente comum. Talvez porque ele não seja louco, ou talvez porque ele seja mais louco que os pacientes convencionais. Vindo de uma colônia penal agrícola, MacMurphy convence a direção do sanatório de sua insanidade afirmando exatamente o oposto. Segundo o próprio, o único motivo dele estar ali era porque brigava e fodia de mais.
Não demora muito e a rotina do lugar começa a ser abalada. Mac conquista a amizade dos pacientes e transforma-se em um porta-voz de um grupo onde ele não enxergava loucos, mas apenas pessoas normais reduzidas à condição de um.
Inicia-se assim o conflito entre MacMurphy e a enfermeira Ratched. A enfermeira vê o novato como um vírus capaz de abalar toda sua estrutura imposta aos pacientes através de sua intimidação subliminar. Ela é o pior tipo de vilão que existe: aquele que não tem idéia que é um. Sua vida gira em torno daqueles pacientes submissos e na crença inabalável que seu controle sobre eles é benéfico. Ratched não suporta a simpatia depositada em Mac pelos internos enquanto era ela quem realmente lhes fazia bem. No duelo travado entre a enfermeira Ratched e Mac, percebemos que a sanidade muitas vezes tem menos sentido que a loucura.
Em Um estranho no ninho, Milos Forman brilha na direção, extraindo excelentes atuações de todo o elenco e na reprodução de belos momentos de caos insuportável. Forman, até com os figurantes, capta ótimos desempenhos (é verdade que alguns deles eram de fato doentes mentais). Além de Jack Nicholson e Louise Fletcher nos papéis principais, o cast conta ainda com os então jovens Danny DeVito e Christopher Lloyd. O filme venceu as cinco principais categorias do Oscar de 1976 (filme, ator, atriz, roteiro e direção), façanha antes só alcançada em 1934, por Aconteceu naquela noite.
Um estranho no ninho é um filme esquizofrênico cujo roteiro transita entre cenas hilárias, dignas das mais empolgantes comédias, e momentos apreensivos e perturbadores durante os 120 minutos da fita. Mas este é exatamente o diagnóstico de todo grande filme.
obs.: a película é tão extraordinária na tela como por trás dela. A história da sua pré-produção é uma verdadeira saga da família Douglas (Kirk e Michael) em busca da realização do projeto. No entanto, não adentrarei neste certame. Já o fizeram com bastante propriedade em: www.cineplayers.com/critica.php?id=259
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
ENCONTRO HISTÓRICO
Eddie Veder e The Strokes regravam juntos essa clássica música do grande Marvin Gaye.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
CURIOSIDADES DO ROCK vol II
Aqui vai o segundo volume das Curiosidades do Rock.
Mais um manancial de histórias bizarras, estranhas, tristes, mas, sobretudo, divertidas como só o rock pode produzir.
O editor fascista desse blog anda pior do que nunca, não sai do meu pé. E depois que viu o filme Tropa de Elite, acha que é o Cap. Nascimento e que eu sou seu “aspira” no BOPE do Rio de Janeiro. “NUNCA SERÃO”.
Por enquanto fiquem com o pior, e o melhor dessas histórias.
1 – AMARELOU
Antes do Nirvana, em 1984, Kurt Cobain fez um teste para entrar nos Melvins. Foi reprovado. Estava tão nervoso que ficou sem voz e esqueceu as letras de todas as músicas.
Foi ainda em agosto do mesmo ano que Kurt foi ao seu primeiro show de punk rock. Ele viu uma apresentação do Black Flag e percebeu que em se tratando de música, não precisava ter medo de nada.
2 – CAMALEÃO DO ROCK
Desde do início de carreira David Bowie sempre foi um ser mutante. Em 1969, antes do sucesso, seu empresário teve um trabalhão para convencê-lo a dar uma entrevista para a revista gay Jeremy. Três anos depois, já na onda glam rock e aproveitando o sucesso do álbum ZIGGY STARDUST, Bowie declarou ao jornal inglês Melody Maker que era bissexual. Para vocês verem como até as opções sexuais mudam de acordo com o mercado.
3 – SAUDOSO MOON
Depois de chapar com um coquetel de vodka com tranqüilizante para cavalo, o baterista do The Who, Keith Moon (um dos maiores bateras e bebuns de todos os tempos), literalmente desabou em cima dos tambores durante um show nos EUA. Para não interromper a apresentação o guitarrista Pete Towshend, soltou: “Tem algum baterista na platéia ??”
Scott Halpin foi o felizardo que teve seus quinze minutos de fama tocando três músicas com o Who.
4 – PAGOU PELA BOCA
Vejam o que um atormentado Eddie Vedder declarou em 1991 logo após o estouro do álbum TEN do Pearl Jam: “Eu tenho problemas com as coisas boas que escrevem sobre o Pearl Jam. Aliás, eu tenho problema com tudo... Gostaria de nunca ter aparecido na MTV. Me sinto um bobo tendo que falar da banda o tempo todo”
Mal sabia ele que 16 anos depois dessa entrevista, ainda estaria falando sobre a mesma banda e teria mais horas de MTV que muitos rockstars.
5 – OVER THE RAINBOW...
Nos anos 70, quem comandava a legendária patota de bêbados no clube Rainbow, em Hollywood, era Alice Cooper. “A gente bebia todo dia até as 4 da manhã. O negócio era ver quem era o último a rastejar para casa”, explica.
John Lennon viveu ali, entre os chamados Hollywood Vampires, seus dois anos mais trash, junto com Alice e alcoólatras especialmente convidados como Keith Moon, que costumava a aparecer vestido de Hitler, ou então de mulher.
6 – VOCÊ CONHECE ESSAS BANDAS ?
É assim que eles se chamavam no início de carreira, ainda bem que mudaram de idéia a tempo;
The Silver Beetles ( The Beatles)
Smile (Queen)
Mammoth (Van Halen)
The Tangerine Puppets (Ramones)
The Screamming Abdas (Pink Floyd)
The High Numbers (The Who)
Tommy Forgety and The Blue Velvets (Creedence Clearwater Revival)
Tom e Jerry (Simon and Garfunkel)
7 – DOSSIÊ GUNS N´ ROSES
Agosto de 1989 – Izzy Stradlin urina no piso de um avião durante um vôo e é obrigado a pagar três mil dólares entre multas e custos de limpeza da aeronave.
Setembro de 1989 – O mesmo Izzy toma uma surra de Vince Neil, vocalista do Motley Crue. Semanas depois quando o Guns abria para os Rolling Stones, Axl Rose dá um esporro público em Slash. Segundo o vocalista o guitarrista estava tomando heroína demais.
Outubro de 1990 – Axl Rose estoura a cabeça de sua vizinha com uma garrafa de vinho. Motivo; ela reclamava do barulho que vinha da casa dele.
Julho de 1991 – Axl inicia um quebra-quebra num clube em Montana, EUA. Queria pegar a todo custo a máquina do fã que fazia fotos da banda em situações indiscretas. Nove dias mais tarde ele paralisa um show, e só volta ao palco, depois que seguranças retiram um fã mal-educado. Ainda no mesmo mês, o ex-baterista da banda Steven Adler entra com uma ação contra Axl e cia. Ele alegava que o estilo de vida do grupo o levou a se viciar em heroína.
Janeiro de 1992 – Axl é preso no aeroporto JFK. O caso é abafado.
Agosto de 1992 – Dois mil fãs canadenses promovem o maior tumulto depois que o grupo encerra o show após ficar no palco por apenas quinze minutos.
Dezembro de 1992 – Um dia antes de uma apresentação no Brasil, Axl atira uma cadeira contra jornalistas no saguão do hotel em São Paulo. Em 1991, no Rock in Rio II, ele havia jogado um telefone pela janela do hotel onde estava.
8 – AS SETES VIDAS DE CLAPTON
Eric Clapton é especialista em voltas por cima. Uma delas ocorreu em 1973 quando, depois de um período recluso, drogadão, o guitarrista retornou aos palcos num show lotado organizado por Pete Towshend (Who) com participação de Ron Wood (Stones). Dessa vez não deu muito certo. Eric teve uma recaída e passou um ano parado. Até que, em 74, gravou “I SHOT THE SHERIFF” e emplacou um número 1 nas paradas. É a prova que até nisso, Bob Marley melhorou o mundo.
9 – AMERICAN MARLEY
Falando em Bob Marley, em 1966, um certo Donald Marley trabalhou nos EUA, como garçom, assistente de laboratório da DuPont, operário de montagem da Chrysler e motorista de guindaste. Seu verdadeiro nome era: Robert Nesta Marley, mas ele ainda não era o famoso Bob.
10 – FACES DA MORTE
Detalhes bizarros sobre as mortes de alguns rocstars;
Mamma Cass (Mamas & The Papas) – Engasgou-se comendo um sanduíche de presunto e morreu asfixiada.
John Bonham (Led Zeppelin) – Morreu sufocado pelo próprio vômito. Ele havia ingerido 40 doses de vodka com suco de laranja e outras coisitas mais...
Sam Cooke – Foi baleado pela dona de um hotel em Los Angeles. A velha assassina alegou que o famoso cantor tentava estuprar uma menina.
Ian Curtis(Joy Division) – Epiléptico e sofrendo de depressão, se enforcou depois de ver o filme STORSZECK, de Werner Herzog, ao som do disco THE IDIOT, de Iggy Pop.
Dennis Wilson(Beach Boys) – único surfista de fato da banda, morreu afogado depois que, completamente bêbado, saltou de um bote para um mergulho. Depois de ter o corpo encontrado, Dennis foi jogado novamente no mar, a pedido da família.
Randy Rhoads – O lendário guitarrista de Ozzy Osbourne se pelava de medo de andar de avião. Morreu em conseqüência de um desastre aéreo, quando um avião caiu em cima de um ônibus no qual viajava.
11 – COAST TO COAST
Em 1985, o produtor do Van Halen perdeu uma aposta histórica com o vocalista David Lee Roth; desafiou David a fazer, de carro o percurso Los Angeles / Nova York, em apenas três dias. Ele deveria chegar a tempo de uma apresentação da MTV. Com um Mercury Lowrider 1951, David chegou minutos antes do programa começar.
12 – A SERINGA E A PERDA
No fim de 1972, Neil Young, preparou-se para uma turnê com o guitarrista Danny Whitten, do Crazy Horse. Danny estava viciadão em heroína e bebendo muito também. Logo nos primeiros ensaios, ficou claro que não ia conseguir tocar nada. Neil Young, que era grande amigo dele, teve de demiti-lo. O empresário de Neil colocou Danny Whitten num táxi para o aeroporto com 50 dolares. Danny usou a grana para comprar heroína e ter sua overdose fatal.
Sentindo-se culpado, Neil Young compôs; “THE NEEDLE AND THE DAMAGE DONE”. Escutem essa letra, vale muito á pena.
Por hoje é só pessoal. Semana que vem se o editor nazista deixar, vou tentar mandar mais algumas barbaridades.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
SOM DA SEMANA - SAM & DAVE
Sam Moore e Dave Prater foram excelentes interpretes da Soul Muisc nos anos 60. Essa música disponível para download é a classica Soul Man.

Link: http://rapidshare.com/files/64435824/12_-_Soul_Man.mp3
* Toda semana será lançado um novo download para ser o nosso som da semana.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
EXCELENTE PEDIDA

MUSE - BLACK HOLES AND RAVELATIONS
O último disco do Muse foi lançado em 2006. Ele mostra uma leve mudança no som da banda, pois nesse trabalho percebe-se claramente a influência da música eletrônica. A sonoridade do Muse é inconfundível, nela esta incluída elementos de Metal, Indie, Eletro e pitadas de bandas como Radiohead e New Order. A primeira faixa intitulada de “Take A Bow” abre o disco num clima sombrio mostrando as novas influências logo de cara. A segunda canção “Starlight” coincidentemente também é o segundo single desse trabalho. Ela vem com um teclado contagiante, baixo distorcido, bateria quebrada e um vocal cheio de falsetes, esse momento é realmente fascinante! Logo após vem o primeiro single “Supermassive Black Hole” uma música com atmosfera psicodélica e cheia de efeitos eletrônicos, trata- se de uma faixa apenas interessante. A sexta canção “Invincible” cresce dentro de você, te faz viajar para um ambiente sobrenatural, obscuro e cheio de emoção. Essa é a mais bela música do disco, sem medo de errar! Colada nela vem “Assassin”, que nos faz lembrar os velhos tempos das guitarras pesadas e riff´s certeiros, ótima faixa. O trio fecha o disco com a excelente “Knights Of Cydonia”, música que possui vários ambientes, no começo soa alegre e dançante, depois começa um estranho couro e termina com uma guitarra linda e extremamente pesada, estilo Metal Old School. Muse não é revelação, nem muito menos sensação, trata-se de uma banda com estrada nas costas e que sabe o quer e o que faz. MUSE É UMA EXCELENTE PEDIDA!!!
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