domingo, 30 de setembro de 2007

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

MOMENTOS PARA A ETERNIDADE


O lendário Sid Vicius comendo um delicioso hot dog. Prestem atenção no broche!
* By Bob Gruen / 1978.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

O GRANDE DRIBLE DE CHICO


Já que, Pedro Henrique Wanderley prometeu condensar a carreira e os discos de Chico Buarque a partir dos anos 80, vou me ater a sua fase mais criativa, fase que engloba exatamente o período anterior á década citada.

Sei que Chico anda meio batido, que de dez anos para cá virou unanimidade absoluta nacionalmente, que alguns já estão meio cansados de ouvi-lo, sobretudo porque há uma ótima banda em Recife que toca suas músicas constantemente, sei de tudo isso. Mas obra é atemporal, o que esse gênio fez precisa ser descrito e constantemente revisto.

Pra começar vou falar de um disco que gosto muito, SINAL FECHADO, é um dos grandes discos dos anos 70, quem conhece sabe, mas pra quem não conhece aqui vão algumas revelações dos momentos que antepuseram a feitura desse álbum.

Em 1974, ano do disco, Chico Buarque estava quebrado, liso, contudo, essa história começa um pouco antes. Em 1970 ele voltara de um exílio na Itália fazendo barulho, como lhe aconselhou seu parceiro Vinícius de Moraes. Chico soltou no mercado nada menos que "APESAR DE VOCÊ", um dos grandes hinos contra a ditadura militar. A censura cochilou no “você” e em pouco tempo o compacto vendeu 100.000 cópias. Quando os militares sacaram a malandragem, mandaram recolher das lojas todos os discos, já era tarde. Chico era um alvo querido demais, o mundo já sabia seu samba de cor e o cantava a plenos pulmões em todo país.

Craque como sempre foi, ele aproveitou o momento, fez no ano seguinte um dos maiores discos de sua carreira; CONSTRUÇÃO(no futuro, falaremos dessa obra prima nesse blog) e logo após um disco ao vivo com Caetano Veloso. Mais sucesso não se podia querer. Empolgado, Chico embarcou num projeto com seu amigo Ruy Guerra que escrevia a peça CALABAR, compôs toda trilha da peça, todas as músicas para cada um dos personagens. Empenhou seu dinheiro na montagem e na gravação do disco com as músicas, mas eis que, o regime endureceu de vez, os militares achavam que para um artista popular, Chico estava indo longe demais...

Toda peça foi proibida, não se podia falar a palavra Calabar, quanto mais encená-la. Todo show de Chico tornou-se um inferno, censores na porta, lista de músicas tendo de ser previamente autorizadas e shows cancelados. Para piorar, ele retirou uma música de um festival patrocinado pela tv Globo, como revolta contra a censura que vários artistas vinham sofrendo. Virou persona non gratta na emissora e sua obra, bem como seu nome, foram banidos em todos os programas, sem exceção.

Chico estava perdendo os canais de aproximação com seu público, e isso, pra qualquer artista, é pior que a morte. Viu que a situação estava de fato insustentável, quando num show ao lado de Gilberto Gil, cortaram seus microfones na hora da execução de "CÁLICE", de autoria de ambos. Tudo bem que "Cálice" era um tapa na cara do regime militar, mas Chico sacou que teria de se reinventar se quisesse sobreviver.

Entretanto, como eu já escrevi aqui, talvez seja na pior hora(e talvez por isso mesmo) que o artista se torna mais artista. Chico percebeu que todas as suas novas músicas quando enviadas a censura(e isso era obrigatório na época) voltavam vetadas, sentiu-se cada vez mais isolado e sem perspectivas. Então, teve uma simples idéia, daquelas que só aparecem nos momentos de crise.
Continua semana que vem...

É faca na caveira


Com estréia oficial marcada para o dia 12 de outubro e prática já realizada por todos os camelôs da cidade, Tropa de Elite é um campeão de bilheteria antes mesmo dessa abrir. No Rio de Janeiro, onde se iniciou a comercialização de uma cópia não finalizada, o filme fez a alegria dos ambulantes cariocas.

Toda a pré-badalação do filme, que só foi exibido no festival do Rio e em uma pequena sala no município paulista de Jundiaí (estratégia para se enquadrar no calendário do Oscar), gera muita expectativa. E Tropa de Elite corresponde à boa parte dela. Logo nos primeiros minutos, a fita já imprime um ritmo forte, com seqüências de ação que, ao contrário dos tiroteios americanos, impressionam pela realidade e crueza.

Além de chocar o menos impressionado dos espectadores , o filme também produz outros sentimentos curiosos no público. Nas cenas de corrupção e incompetência da PM convencional, não sentimos indignação alguma e o conformismo impõe-se com risos. O ator Milhem Cortaz, perfeito no papel do capitão corrupto Fábio, se torna alívio cômico da película.

Outra sensação perigosa que a fita produz é a torcida pelos homens de preto. Narrado sob a ótica do Capitão Nascimento - excelente atuação de Wagner Moura – o espectador, em momento algum, critica os abusos de autoridade, a violência ou os interrogatórios nada convencionais praticados pelo BOPE. Ao contrário, é visível a vibração de alguns quando um traficante é alvejado, espancado, asfixiado ou vítima de atentado violento ao pudor por um cabo de vassoura.

Quem pertence a classe média, grande público-alvo da produção, encontra-se na berlinda. A ótica policial enquadra muito dos nossos representantes com vigor. Mais eficiente que qualquer campanha publicitária anti-drogas, o filme expõe a participação dos pequenos usuários no grande esquema do tráfico de forma convicente.

Porém, o grande mérito de Tropa de Elite foi não se concentrar nessas questões sociais e políticas. Elas são assimiladas sutilmente. A preocupação primária de um filme é entreter. Quando se tenta levantar bandeiras de mais, não se tem nenhum um bom entretenimento nem uma boa mensagem.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Il buono, il brutto, il cattivo

Nos créditos de abertura, já fica claro que Três homens em conflito (acho que fomos um dos únicos países que não realizou a tradução literal) é um filme que não envelheceu. Com mais de 40 anos, a película permanece mais moderna e visualmente instigante que muitos blockbusters recentes. Não é por acaso que seu diretor, Sergio Leone, tenha influenciado toda uma geração de cineastas. A apresentação dos personagens, o uso constante - mas nunca gratuito - de closes, abertura de planos magistralmente reveladoras e as seqüências ritmadas com a trilha são umas das marcas registradas do diretor cujas patentes são frequentemente utilizadas. Quentin Tarantino, Guy Ritchie, Robert Rodriguez são exemplos de diretores que, de quando em vez, incorporam o estilo do italiano em seus trabalhos.

Em Três homens em conflito, Sergio Leone exibe todo seu virtuosismo cinematográfico, mas não são apenas os primorosos recursos de câmera ou edição que fazem desta fita o western definivo e ainda assim um filme que transcende o gênero. Clint Eastwood, Lee Van Cleef e, em especial, Eli Wallach realizam atuações memoráveis no papel dos três protagonistas. O roterio, assinado pelo próprio Leone e Luciano Vincenzoni, é aparentemente simples, mas repleto de engenhosas viradas. E a trilha? Ennio Morricone, colega e grande parceiro do diretor, conseguiu superar a aclamada trilha de Por um punhado de dólares, parceria anterior da dupla. O tema do filme virou sinônimo absoluto de Western. Na verdade, quase tudo do filme virou. Tanto que um desavisado pode confundir os grandes momentos do bom, o mal e o feio com clichês do gênero. São aqueles casos raros onde a cena inédita transmuta-se em clássica instantaneamente.

Já assisti ao conflito desses três homens dezenas de vezes e não me canso de ver novamente. Sempre encontro algo novo na película. No entanto, invejo quem ainda não a assistiu e tem a oportunidade de assistí-la pela primeira vez.

Moptop - O Rock Acabou - Clipe

VERSÃO NACIONAL


MOPTOP

O Brasil acaba de ser presenteado com uma genuína banda de Rock! O debut desses cariocas vem repleto de riff´s de guitarras, ótimas linhas de baixo e letras estonteantes. São claras as influências dos The Strokes e Los Hermanos, mas o Moptop (esse era o nome do corte de cabelo usado pelos Beatles) também mostra que possui personalidade própria em seu primeiro lançamento. O disco começa com “Uma Chance” uma música empolgante e com um vocal nervoso. O primeiro sucesso fica por conta de “O Rock Acabou” esse é o hit da bolacha, nessa canção eles acertam na veia tanto na guitarra como nas variações de bateria. Na faixa “Moonrock” feche os olhos e entre numa viagem à lua, pois ela vem num ritmo crescente e com um baixo certeiro. Na oitava música chamada de “Tão Certo” você perceberá em alguns momentos uma leve distorção no vocal, dando um clima especial a essa canção que possui uma letra excelente. Chegando à penúltima faixa “Seja Até o Fim”, Gabriel (vocal e guitarra) mostra, apesar de ser seu primeiro trabalho oficial, intimidade com o microfone soltando em certos momentos algumas risadinhas, deixando um tom de ironia no ar. O Moptop mostra na sua estréia que possuímos bandas novas de puro Rock no Brasil e que não precisamos aturar essas Boy Band´s EMO que são lançadas semanalmente pela MTV e rádios. Se você gosta de dirigir adquira esse disco e coloque no último volume de seu carro e reze para os semáforos estarem verdes...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

ENCONTRO HISTÓRICO

- JOHN LENNON (THE BEATLES)
- MICK JAGGER (ROLLING STONES)
- MITCH MITCHELL (BATERISTA DO JIMMI HENDRIX)
- KEITH RICHARDS(ROLLING STONES)
- ERIC CLAPTON (CREAM)



sábado, 22 de setembro de 2007

MOMENTOS PARA A ETERNIDADE


Foto externa do lendário bar CBGB em 1977 (reparem o lado esquerdo da foto). By Bob Gruen.


*Só para esclarecer, vou publicar algumas fotos antológicas do mundo músical. As primeiras serão fotos do aclamado Bob Gruen, esse cara fotografou por muito tempo os Ramones, The Clash, John Lennon, David Bowie e muito outros.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

APRESENTAÇÃO

Alexandre e Marcelinho me convidaram para ser um colaborador do Blog.

Não serei um colaborador fixo, mas um eventual.

Já tenho duas postagens encomendadas.

Uma, que já está em andamento, será um estudo do caminho trilhado por Chico Buarque nas suas composições no período entre os discos Vida, de 1980 e ParaTodos, de 1993.

A outra será sobre o disco Expresso 222 do Ministro da Cultura, Exmo. Sr. Gilberto Gil. Expresso 222 mistura a influencia inglesa do baiano, que acabava de retornar do exílio em Londres, com um regionalismo nordestino arrastado. Um mix que, para mim, deu fruto à obra prima desse gênio.

Hoje, contudo, as minhas breves considerações serão apenas para mostrar qual será a minha contribuição para esse novo, mas já tradicional, blog.

Primeiro, não sou um estudioso de música. Sou um apaixonado.

Segundo, a minha preferência é música brasileira. Música brasileira de qualidade.

Não suporto a premissa de que tudo tem o seu valor. Não concordo.

Não enxergo nenhum valor em Limão com Mel, Saia Rodada, É o Tcham, Só pra Contrariar, Daniel, Jorge Vercílo e tantos outros.

Ao contrário, vejo pontos negativos. Eles incomodam ao ouvido e à inteligência humana.

Adoro MPB, mas não gosto de música ´´romântica´´. Adoro um bom samba e o verdadeiro pagode, mas odeio esses grupinhos melancólicos. O forró pé de serra de Gonzagão e Domingos são patrimônios culturais, mas dói no meu ouvido qualquer ´´música´´, se assim pode chamar, desses grupos pornográficos que dizem ser de forró.

Enfim, a minha pequena contribuição nesse blog será a de valorizar a boa música nacional, criticar as ruins e analisar, sempre subjetivamente, as novas obras.

Em falar em música nova de qualidade, vale demais ouvir o que Maria Rita anda cantando. http://www.maria-rita.com/_sambameu_

Até breve.

10 ESPORROS !


NEIL YOUNG - LIVING WITH WAR

Dessa vez o velho dinossauro ataca com todas as armas em Living With War. O disco é uma pancada do começo ao fim na postura imperialista do governo Yankee. Trata-se de um trabalho temático, porém muito bem elaborado e com postura fiel a proposta de discurso anti-guerra. Destaco dessa vez o disco por inteiro, pois o mesmo possui apenas dez protestos rápidos e contagiantes. Ele soa cru, tipo Power Trio, ouvindo você tem a impressão que foi gravado em apenas um take. Em quase todas as faixas ele conta com ajuda de um coral, alternando entre crianças e uma espécie de grupo gospel, e em outras entra um trompete dando todo um clima de marcha militar. Todas as canções são o puro Rock N'Roll, exceto America The Beautiful (um belíssimo couro). O velho não cansou, nem muito menos se conformou, ele continua sua saga num trabalho em que aborda um tema batido, porém feito com muita competência e credibilidade. E antes que eu esqueça, quem anda falando o Rock morreu é bom correr logo e adquirir esse disco, pois ele acabou de ressuscitar!!!

Neil Young: Let's Impeach The President

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Curiosidades do Rock Vol I


Já que a inspiração não apareceu, nenhum disco me chamou a atenção em especial e o editor fascista desse blog não pára de me cobrar mais contribuições... Aqui vai:


Hoje resolvi escrever não sobre uma banda, não sobre um artista, mas sobre histórias. Histórias de bandas e de artistas. Histórias engraçadas, trágicas, por vezes estranhas, porém, com certeza, indicadoras do verdadeiro espírito do rock n´roll. Espírito esse há muito alterado, adormecido, até mesmo perdido. Posso estar sendo saudosista, no entanto percebam como era bem mais divertido...

1 - MIJONES
Os Rolling Stones, em 1965, foram multados em cinco mil libras cada por terem urinado em público, num posto de gasolina depois de um show em Londres. Brian Jones foi o idealizador da custosa brincadeira.


2 - DEDO NA GARGANTA
“Whole Lotta Love”, foi á última música que John Bonham, baterista do Led Zeppelin, tocou ao vivo. Rolou durante o último show do grupo em Berlim, no ano de 1980. Em 25 de setembro do mesmo ano, três meses após esse show, Bonham morreu sufocado pelo próprio vômito e a banda acabou.


3 - CRESCE E... SOME
O bebê que aparece na capa do Nevermind do Nirvana é o americano Spencer Eldon.
O guri da capa do War do U2 é o irlandês Peter Rowen. Ele tinha cinco anos quando fez a foto e seu pagamento foi uma caixa de bombons. Todos dois deram em, nada.
4 - MODELITO
O guitarrista David Gilmour (quem diria), foi modelo antes de substituir Syd Barret no Pink Floyd em 1968. Pouco antes de entrar na banda, David fazia desfiles e vivia cercado de lindas mulheres na França.
5 - PERFIL NARCISO
Durante a gravação do vídeo “Califórnia Jam”, do Deep Purple, o guitarrista Ritchie Blackmore bateu com o instrumento na cara de um cameraman. Tudo porque, preocupado como ia aparecer na fita, Ritchie havia pedido ao sujeito para que não focalizasse seu perfil do lado direito. O cinegrafista ignorou a ordem e foi Ritchie quem "queimou o filme".


6 - VOCÊ TAMBÉM PODE SER UM ROCKSTAR
O que eles faziam antes da fama ??
Chuck Berry – Cabeleireiro.
Duff Mackagan (Guns n´Roses) – Ladrão de carros.
Elvis Presley – Motorista de caminhão.
Phil Collins – Ator de teatro infantil.
Sting – Professor e Leiteiro.
Joe Cocker – Encanador.
Jimi Hendrix – Paraquedista do exército.
Van Morrison – Limpador de janelas.
7 - ASSASSINATO POLÍTICO
Peter Tosh morreu assassinado com quatro tiros em 1977. A explicação oficial foi que três ladrões invadiram sua casa e, depois de Tosh ter recusado dar dinheiro para os assaltantes, foi baleado a queima roupa. Explicação pouco provável. Rastas ortodoxos garantem que quem matou o cantor foi a polícia, em represália a pregação libertária que o artista fazia nos seus shows.
8 - PERFECCIONISMO
Os Beach Boys gastaram seis meses seguidos, passando por dez estúdios diferentes para gravar o single “Good Vibrations”, de cerca de três minutos de duração. As loucuras de Brian Wilson(baixista e mentor da banda) deram resultado, essa música é considerada um dos melhores singles de todos os tempos por vários especialistas.
9 - WE ALL LIVE IN...
A inspiração para o clássico Yelloow Submarine do Beatles surgiu depois da primeira viagem de LSD de John Lennon em 1966. Durante uma festa em Hollywood, John, que até então não conhecia a droga, viu um famoso dentista sapecar dois torrões de açúcar em sua bebida. Resultado; voltou pra casa jurando que dirigia um submarino amarelo...
10 - VER A COISA PRETA
Já em decadência criativa pelo uso de drogas, Brian Jones (Rolling Stones) foi um dos primeiros amigos que Jimi Hendrix fez quando foi morar em Londres. Mick Jagger e Keith Richards que estavam brigados com Brian, odiaram Hendrix de saída. Mas o pior ainda estava por vir, os lideres dos Stones ficaram realmente revoltados quando souberam que suas respectivas namoradas Marianne Faithfull e Linda Keith passavam suas noites no backstage do clube onde Hendrix se apresentava, doidinhas pelo Negão.
11 - BARBIE E MÃOZINHA
Dois gênios da guitarra tem apelidos curiosos:
Jimmy Page do Led Zeppelin era chamado pelos parceiros de banda de “Old Girl” ou Garota Velha, porque sempre atrasava as apresentações do grupo para arrumar os cabelos com bobbies e secadores...
Já Eric Clapton, na época nos Yardbirds, além do famoso God (Deus) pichado nos mêtros londrinos, tinha a alcunha de “Slowhand” ou Mão Lenta, pelo jeito na manha que tocava seu blues.
12 - PEGAVA NA RAQUETE
Freddie Mercury , muito antes de ser cantor do Queen, foi campeão mundial de tênis de mesa. Na juventude ele se formou em ilustração e design, o que mais tarde o tornaria responsável pelo logotipo do Queen e pelas capas dos primeiros álbuns do grupo. Contudo Freddie não estava á frente de seus companheiros de banda. Brian May (guitarra) é PHD em Astrofísica, Roger Taylor (bateria) é formado em Biologia e John Deacon(baixo) é mestre em Eletrônica.


13 - TAXMAN
Quando o guru indiano Maharish, convenceu os Beatles a passar uma temporada em sua fazenda do Himalaia para um ritual de purificação, não deveria saber que os quatro rapazes eram das docas do porto de Liverpool. Ao pedir aos Beatles que doassem 25% da sua renda bruta para sua congregação espiritual, viu John Lennon, rápido como quem rouba, pular fora e avisar que estava voltando para a Inglaterra.
- Por quê ?? perguntou Maharish
- Se você é mago mesmo, já deveria saber... Respondeu John.
Logo após o episódio, John Lennon compôs uma das mais belas músicas do Álbum Branco dos Beatles – "Sexy Sadie" – canção que é inspirada no guru indiano, preste atenção na letra e vocês vão entender o que estou dizendo.
14 - JULIA ROBERTS PROGRESSIVA
O clássico progressivo “Interstellar Overdrive” do Pink Floyd foi composta por Syd Barrett a partir do riff de “My Little Red Book” do compositor americano Burt Bacharach aquele mesmo das musiquinhas românticas como “Say A Little Prayer” do filme O Casamento do Meu Melhor Amigo.
15 - PIOLHOS
Quando Bob Marley morreu de câncer, em 1981, estava careca. Isso mesmo, careca. Para o velório, foram coladas em sua cabeça as dreads originais. Antes da doença, a última vez que o rei do reggae havia cortado o cabelo tinha sido em 1968. Haja piolho...

Bem galera, por hoje é só, espero que tenham gostado, semana que vem (se o editor nazista deixar), tem mais.

Manu Chao - Rainin In Paradize

ARTISTA DEL MUNDO


MANU CHAO - LA RADIOLINA

Manu Chao não é apenas um simples músico franco-espanhol, mas também um homem politizado, um ativista, um cantor e compositor poliglota, um cara simples que sai para beber nos botecos das cidades em que realiza seus shows, um artista do mundo onde tem em sua fonte de inspiração ritmos multiétnicos como: rumba, baladas latinas, reggae, música africana, flamenco, ska e dessa vez até country(confira as faixas 13 dias e Besoin de la Lune). No seu novo trabalho acontecem bons momentos quando ele resolve lembrar de sua antiga banda Mano Negra, uma das mais populares bandas de Rock da França, grandes exemplos disso são as músicas: “Rainin In Paradize”, “The Bleedin Clown”, “El Hoyo”, “Panik Panik” e “Ahora Que”. O ska “Tristeza Maleza” vem cheio de guitarras, metais e protestos contra o presidente Norte Americano George Bush. Uma das canções mais bonitas se chama Llaman Calle um verdadeiro flamenco com muitos dedilhados de violão, palmas e segundas vozes (esse é um momento de graça no La Radiolina). Outro ponto alto é quando ele faz uma viagem ao seu disco anterior, na música Mama Cuchara. Revive todo o clima ao vivo de Radio Bemba Sound System, tanto na energia da música como nos gritos de fundo e sirenes. Dizem que esse será o último trabalho de Manu Chao em formato compact disc, pois afirmam que o mesmo irá fazer lançamentos apenas via web. Isso não importa, mostra mais uma vez que esse artista está antenado as tendência do mundo globalizado. Globalizado como sua música...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

terça-feira, 18 de setembro de 2007

THE KILLERS - SAM'S TOWN


Esse é o segundo trabalho do The Killers. Como muitos sabem sempre vão existir comparações com o primeiro disco principalmente quando o debut da banda estoura, como foi o caso desses carinhas de Las Vegas. A primeira faixa traz o título do disco, Sam's Town, trata-se de uma música crescente e torna-se empolgante no decorrer dos encaixes instrumentais bem executados pelos integrantes da banda. A curtinha Enterlude vem logo em seguida, uma espécie de introdução de apenas cinqüenta segundos. Possui lindos acordes de piano como há muito tempo não se ouvia numa banda de Rock. Na quarta faixa começa o ápice do disco com uma seqüência avassaladora de três músicas bastante instigantes. Na primeira da série, Bling (Confessions of a king) possui uma mini ópera como introdução, entrando logo após uma linha de bateria e baixo bastante dançante. Logo em seguida vem For Reasons Unknown, onde o vocalista Brandon Flowers mostra competência em levar a música em uma viagem épica e num ritmo que também tira qualquer bunda da cadeira. A Read My Mind fecha a seqüência com chave de ouro. Música muito bem encaixada na proposta do disco: arranjos de teclados destacados, falsetes, couros e guitarra discreta, porém com suma importância na levada das músicas. Exitlude é a décima segunda faixa do disco e com certeza a mais bonita, pois além de trazer os mesmos acordes de piano da segunda canção do disco, dessa vez “eles” vêem com toda a banda crescendo durante toda a música. Disco retrô, bom para dançar, excelente para festinhas e disco de quem conseguiu quebrar o carma do sucessor!!!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

FOO FIGHTERS - ECHOES, SILENCE, PATIENCE AND GRACE


Esse disco tem lançamento confirmado para o dia 25/09/07, mas como já vazou na net, tivemos acesso ao novo trabalho da banda do rapaz mais legal do Rock. O primeiro single The Pretender vem logo de cara, com direito a uma linda introdução, abafadas de guitarra e umas levadas na condução da bateria (um verdadeiro punk rock). A segunda faixa intitulada de Let It Die, pensamos logo de cara que seria uma canção acústica, devido aos últimos projetos da banda, mas de repente entra uma guitarra distorcida e começa a porrada, para alegria de muitos ela continua nesse ritmo até o final. A faixa Long Road To Ruin é uma verdadeira balada, típica música para se ouvir no volume bem alto dentro do seu carro! Digo, sem medo de errar: Essa será o grande hit desse disco. A acústica e bem trabalhada The Ballad of the Beaconsfield Miners é a homenagem que a banda faz aos dois trabalhadores australianos que ficaram presos em uma mina por quase duas semanas. A décima faixa, Statues, não parece os Foo Fighters, pois essa traz pianos e belos solos de guitarras acústicas, diferente do que “eles” costumam fazer, mas no final soa legal. Echoes, Silence, Patience And Grace não é nenhum discaaaaaço, como nenhum outro lançamento do Foo Fighters, mas é verdadeiro, é Rock n Roll, é Dave Grohl, é curto e grosso !!!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O VERÃO CHEGOU !!!


Isso mesmo, acaba de sair do forno o novo disco do Ben Harper intitulado de Lifeline. Esse trabalho traz ótimas canções e mostra a grande competência de sua banda de apoio, Innocent Criminals. O disco começa com a excelente Fight Outta You, onde Ben mostra que é um excelente compositor tanto nas letras como nos riff´s de violão. Em seguida vem a viajante In The Colors , essa possui um piano de primeira deixando essa bela canção mais charmosa. O ponto alto do disco vem com a contagiante Say You Will, nessa hora dá vontade de fechar os olhos e bater palmas, trata-se de uma música ultra empolgante. A faixa que dá titulo ao disco fecha de forma simples (voz e violão), porém muito bem executada por esse grande artista chamado Ben Harper. Disco bom, sem frescura, bem elaborado e uma excelente trilha sonora para o verão que acaba de chegar!

QUANDO A MELANCOLIA SERVE A CRIAÇÃO


Em 1972 Caetano Veloso estava exilado em Londres.

Nada o anima. Nem a visita de amigos brasileiros, nem o pique de Gil pra cena musical mundial, nem mesmo tocar. Acontece que nessas horas alguns artistas conseguem tirar o melhor do pior. Caetano pinçou sua obra-prima.

Transa é um disco que teve embrião no produtor Ralph Mace. Este executivo britânico, sem saber uma palavra de português, soube ouvir como ninguém o sentimento de um baiano. Foi ele que incentivou, ou melhor, exigiu que Caetano se acompanhasse no violão, coisa que ele só fez a partir do Transa, (pois nenhum produtor brasileiro o deixava antes) e o faz até hoje. Essa motivação cativou Caetano, fez ele absorver a idéia de gravar um disco londrino e transformar toda aquela melancolia em arte.

O disco só tem sete faixas, mas talvez não precisasse de mais, vemos pela última vez o Caetano revolucionário da Tropicália somado ao poeta. Com o apoio de Mace, a chegada de uma grande banda de brasileiros(Caetano brigou com o projetista da capa por não colocar ficha técnica) e os arranjos nada menos que definitivos de Jards Macalé o artista apareceu, se despiu da timidez e deixou a modéstia de lado (o que lhe é costumeiro). Compôs em inglês como nunca conseguiria, nem antes nem depois, fez um disco orgânico, espontâneo, um disco quase ao vivo. Escute "YOU DON´T KNOW ME" e você vai entender, toda tristeza e lirismo do poeta estão presentes. Preste atenção em "NINE OUT OF TEN" e verá o Caetano revolucionário usando pela primeira vez numa canção brasileira, compassos de reggae, uma vinheta no começo e no fim da canção. Reggae esse descoberto na Portobello Road de Londres e incipiente em toda letra, não houve medo de ousar. IT´S A LONG AWAY é outro achado, puro sentimento. Citações em português e inglês permeiam essas letras de forma brilhante, sempre no tom certo, no momento correto. Por fim não deixem de ouvir um dos maiores intérpretes da MPB, cantando o belíssimo samba de Mansueto Menezes - MORA NA FILOSOFIA. Caetano tem o poder de colocar seu toque em cada música que canta, especialmente nas que não compôs. Essa não é exceção, é o grande momento do melhor disco desse excepcional artista.
Existe beleza na tristeza, o Transa prova isso.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

PEARL JAM - LIVE IN CURITIBA


Mais um bootleg oficial do Pearl Jam ? Sim, mas esse tem um gostinho especial por ter sido gravado em terras tupiniquins. Essa foi uma das apresentações bombásticas do Pearl Jam em Novembro de 2005 no Brasil. Nesse set list da banda, por talvez nunca terem vindo ao Brasil, possui clássicos como: Jeremy, Better Man, Black, Alive, Even Flow, Last Kiss, Animal, Do The Evolution e Given to Fly. O simpático e talentoso vocalista Eddie Vedder mostra-se bastante empolgado com seu debut no Brasil, tanto é que arrisca várias frases em português. Eles trazem dois covers, o primeiro é do Ramones, onde Eddie solta em português "Todos os dias eu penso num amigo que faleceu a um ano atrás, ele se chamava Johnny Ramone (nessa hora começam os HEY HO, LET´S GO !), me ajudem a cantar para ele" aí soltam: I Believe In Miracles. O segundo cover que trouxeram na bagagem foi: Kick Out The Jams, do MC5, nessa hora eles chamam Mark Arm e Steve Turner ambos do Mudhoney, banda que abriu todos os shows deles no Brasil. A apresentação fecha com a belíssima Yellow Ledbetter, publicada oficialmente em 2003 na coletânea de inéditas Lost Dogs. No mais, para quem é brasileiro e fã da banda é de suma importância possuir esse trabalho em sua prateleira.

BEASTIE BOYS - THE MIX UP


Os Beastie Boys continuam desbravando sua viagem músical, no começo de sua carreira vinham de Punk, logo após de Hip Hop, depois Rap e agora ? A princípio o disco é todo intrumental sem samples, sem vocal ou seja um disco cru. Se você tá pensando que esse disco é chato, tá muito enganado! Trata-se de uma verdadeira salada de ritmos, onde você pode certamente jogar na sua playlist e deixar rolar sem receio durante sua festinha residencial e ir beber com os convidados numa boa. Temos um pouco de Jazz, Funk, Surf Music e muito Hip Hop das antigas. O começo é sensacional com três faixas: B For My Name, 14th St. Break (um trecho dessa faixa me faz lembrar um ensaio de escola de samba) e Suco De Tangerina. No meio da bebedeira vem a música: Freaky Hijiki que mostra um som maduro, com uma discreta percussão porém muito bem executada. E quando a festa vai chegando ao fim, parece que as pessoas vão ficando mais animadas, então vem as duas embriagantes, uma colada na outra: Freaky Hijiki e The Kangaroo Rat. Não se trata de uma obra prima dos Bestie Boys como o Ill Comunication mas é um som divertido, diferente e bastante groovado !!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

QUEENS OF THE STONE AGE - ERA VULGARIS


O que dizer do aclamado Queens Of The Stone Age ? Bom, ainda continua surpreendendo muitos com seu som pesado, tosco e versátil. Temos nessa bolacha baladas como: Make It Wit Chu e 3's & 7's - Peso e psicodelia com: Sick Sick Sick, Run Pig Run, Misfit Love e Battery Acid - E músicas que fazem transcender numa viagem sobrenatural como as belíssimas e ápice do disco: Into The Hollow e Suture Up Your Future. É evidente a falta que o baixista Nick Olivieri faz a banda, mas também é evidente que o guitarrista, vocalista e excelente músico Josh Homme é um dos melhores compositores da atualidade. Ainda acho esse disco o melhor laçamento de 2007 !!!

BAD RELIGION - NEW MAPS OF HELL


O incansável Bad Religion ainda continua trilhando seus passos de banda mais fiel a um estilo. Uma banda repleta de coroas (diga-se de passagem a grande maioria permanece desde a formação original dos meados dos anos 80) ainda faz um som de jovens e para jovens !!! Essa bolacha é uma porrada no seu ouvido, músicas de no máximo três minutos, com três guitarras muito bem entrosadas, rápidas e um espetáculo do baterista Brooks Wackerman do começo ao fim. Músicas como: New Dark Ages, Before You Die, Honest Goodbye, Murder e The Grand Delusion mostram que o espírito punk desses tiozinhos do norte de Los Angeles não vai acabar nunca, ou pelo menos vai demorar...