Nos créditos de abertura, já fica claro que Três homens em conflito (acho que fomos um dos únicos países que não realizou a tradução literal) é um filme que não envelheceu. Com mais de 40 anos, a película permanece mais moderna e visualmente instigante que muitos blockbusters recentes. Não é por acaso que seu diretor, Sergio Leone, tenha influenciado toda uma geração de cineastas. A apresentação dos personagens, o uso constante - mas nunca gratuito - de closes, abertura de planos magistralmente reveladoras e as seqüências ritmadas com a trilha são umas das marcas registradas do diretor cujas patentes são frequentemente utilizadas. Quentin Tarantino, Guy Ritchie, Robert Rodriguez são exemplos de diretores que, de quando em vez, incorporam o estilo do italiano em seus trabalhos.Em Três homens em conflito, Sergio Leone exibe todo seu virtuosismo cinematográfico, mas não são apenas os primorosos recursos de câmera ou edição que fazem desta fita o western definivo e ainda assim um filme que transcende o gênero. Clint Eastwood, Lee Van Cleef e, em especial, Eli Wallach realizam atuações memoráveis no papel dos três protagonistas. O roterio, assinado pelo próprio Leone e Luciano Vincenzoni, é aparentemente simples, mas repleto de engenhosas viradas. E a trilha? Ennio Morricone, colega e grande parceiro do diretor, conseguiu superar a aclamada trilha de Por um punhado de dólares, parceria anterior da dupla. O tema do filme virou sinônimo absoluto de Western. Na verdade, quase tudo do filme virou. Tanto que um desavisado pode confundir os grandes momentos do bom, o mal e o feio com clichês do gênero. São aqueles casos raros onde a cena inédita transmuta-se em clássica instantaneamente.
Já assisti ao conflito desses três homens dezenas de vezes e não me canso de ver novamente. Sempre encontro algo novo na película. No entanto, invejo quem ainda não a assistiu e tem a oportunidade de assistí-la pela primeira vez.
2 comentários:
Sem dúvida a melhor cena é a do cemitério!!! Fantástico filme...
Hey Blondie!
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