
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
O GRANDE DRIBLE DE CHICO (segunda parte)

Continuação...
Contra a parede, Chico só viu uma solução para continuar a trabalhar, lançar um novo disco. Mas esse não poderia ser de inéditas (a ditadura não liberaria suas letras), e ele recusava-se definitivamente, a re-gravar velhos sucessos como A BANDA ou RODA VIVA.
Chico não queria olhar para trás, a única forma de fazer um disco inédito, sem música suas, seria fazer um disco de interprete, cantando músicas de outros autores.
Como disse no texto anterior, não havia idéia mais simples, mas o artista transforma o banal em especial.
Chico foi advertido que seu valor de interprete no mercado era reduzido. Era respeitado como compositor, mas como cantor era inferiorizado e até ridicularizado (como até hoje acontece). Seus discos eram admirados pelas melodias e, sobretudo pelas letras, mas eram menosprezados no quesito interpretação.
Porém, a ocasião faz o ladrão, e Chico não se fez de rogado. Caiu em campo e produziu um dos mais belos álbuns dos anos 70. Cada música que ele escolheu tinha uma história, queria dizer algo, significava alguma coisa, ou várias coisas ao mesmo tempo.
Além de reverenciar suas influências, antigos ídolos, ele homenageou amigos e contemporâneos, conseguiu em cada letra dar um recado. Pra quem era esse recado, cabe a você leitor ouvir e decidir.
Para abertura ele escolheu FESTA IMODESTA de Caetano Veloso. Este, após a volta de Londres, gravou com Chico um álbum ao vivo para zerar de vez as picuinhas e maledicências que sempre existiram (por conta dos outros) entre ambos.
Chico então, quis abrir seu disco com um samba de Caetano que relatava uma festa sem qualquer modéstia onde ocorreriam várias homenagens. Anos depois os dois usariam essa mesma música para abrir o disco do programa de televisão que fizeram na Globo no qual recebiam vários convidados.
Permanecendo na Bahia, na faixa dois Chico louva Gilberto Gil no lamento, COPO VAZIO. Talvez seja uma das mais impressionantes letras de Gil; “é sempre bom lembrar... que um copo vazio, esta cheio de ar. Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho, que o vinho busca ocupar o lugar da dor.”
Para quem, até hoje critica a capacidade de interpretação, de emocionar cantando de Chico Buarque, escute essa versão. Toda a tristeza do momento vivido por ele estão lá, o arranjo é triste e sensacional e a letra de Gil é nada menos que espetacular.
Caminhando pelo disco Chico cita Noel Rosa na lindíssima FILOSOFIA, canção onde ele desabafa só encontrar consolo na filosofia, e chora ter de seguir na vida até alguém dele gostar. Chico sempre foi comparado a Noel, e nada melhor que honrá-lo com uma música, já que bebera muito na fonte do poeta da Vila.
De Toquinho e Vinícius seus fiéis amigos e parceiros, com os quais fez SAMBA DE ORLY e outras, ele gravou O FILHO QUE EU QUERO TER. Canção feita aqui no Recife, na praia de Boa Viagem quando Toquinho contava para Vinícius, entre um e vários whiskys, da vontade de ter um filho. Chico também tinha e cantou magistralmente a linda canção.
No meio encontramos LÍGIA, do “seu maestro soberano” Antônio Brasileiro(Tom Jobim).
Essa música é sensacional. Tom conseguiu encher de mentiras os versos, citar as praias da zona sul carioca, colocar programas banais de forma tão bonita e, ainda por cima, no fim de cada estrofe encerrar a frase musical com o nome da musa inspiradora. Vale muito ouvir.
Entram também no disco o já famoso samba de Geraldo Pereira SEM COMPROMISSO, Dorival Caymmi com VOCÊ NÃO SABE AMAR e, num claro recado para a censura não mais perturbá-lo, Chico manda ME DEIXE MUDO de Walter Franco.
Acontece que até agora, Chico só tinha dado uma finta seca na censura, na ditadura e naqueles que dele duvidavam. O drible desconcertante, daquele do cara cair sentado, estava por vir. Como a repressão o enfurecia, mesmo gravando outros autores ele não parava de compor. Um dia chegou no estúdio com um samba novo. Um samba que sintetizava sua angústia, todo o tormento que estava vivendo. Ele tinha que gravá-lo, Chico tinha de expressar. Sabia que se mandasse a letra para censura ela não passaria, então, novamente, fez o simples. Criou um pseudônimo.
Percebam que pseudônimo num disco todo de autoria sua, chamaria a atenção. Mas um nome diferente, um nomezinho só, no meio de tantos nomes distintos da MPB, poderia passar. E como a ditadura não era muito sortida de inteligências, a música passou. Ta lá, faixa sete se não me engano - ACORDA AMOR.
Chico narra com maestria e até humor seu momento. Fala de pesadelo, aflição, de estar sendo importunado na sua casa pelos “homens”, pela “dura”, e ele lá de pijama clamando: Chame o ladrão! Chame o ladrão! No fim, já em desconsolo, preso, e sem a chegada do ladrão para lhe salvar, Chico dá o recado para sua senhora: “se eu demorar uns meses, convém ás vezes, você sofrer. Mas findo um ano e eu não vindo, ponha a roupa de domingo e pode me esquecer...” O mestre conseguiu falar de tudo. De si, dos censurados, da repressão, do medo que abatia todos e até dos desaparecidos políticos, porque naquela época se o cara sumisse muito tempo, pode esquecer... Gênio é Gênio, Chico deu asas a seu alter-ego: nascia JULINHO DE ADELAIDE.
Para finalizar esse grande disco, nada melhor que um dos maiores sambas de Paulinho da Viola, o samba que só pelo nome já dizia tudo. Chico escolheu para fechar, dar nome ao seu disco e a síntese do seu momento, o clássico SINAL FECHADO.
O arranjo feito para essa música é uma obra prima. A canção, simples de conteúdo, mas com o arranjo e interpretação magnífica de Chico, ganha contornos de dubiedade;
Será que queria dizer alguma coisa? Será que existiam metáforas escondidas?
Isso, leitor, você só vai saber ouvindo, garanto que não se arrependerá.
Meu amigo Gustavo Ramos, grande músico, acha essa a melhor versão já feita para esse clássico, e olhe que existem várias, inclusive com Maria Bethânia e Chico juntos. Todavia, Guga fecha com essa versão solo de Sinal Fechado.
Por fim, resta dizer que todo disco foi liberado e foi um tremendo sucesso. A ditadura levou meses para sacar quem era Julinho de Adelaide. E Chico, após anos de perseguição pode aproveitar. Mas, malandro é malandro, e ele não abria mão da malandragem.
No show de estréia do disco Sinal Fechado, quis incluir uma nova musiquinha daquele compositor que lançara Acorda Amor no seu disco. Cantou em todos os shows um novo sucesso seu, ops, de Julinho de Adeláide – JORGE MARAVILHA.
Aquela que grita para quem quiser ouvir: “VOCÊ NÃO GOSTA DE MIM... MAS SUA FILHA GOSTA!!!”
Foi ou não um grande drible?!

Do minuto em que R.P. MacMurphy põe os pés no hospital psiquiátrico, o estabelecimento médico pressente que aquele não é um paciente comum. Talvez porque ele não seja louco, ou talvez porque ele seja mais louco que os pacientes convencionais. Vindo de uma colônia penal agrícola, MacMurphy convence a direção do sanatório de sua insanidade afirmando exatamente o oposto. Segundo o próprio, o único motivo dele estar ali era porque brigava e fodia de mais.
Não demora muito e a rotina do lugar começa a ser abalada. Mac conquista a amizade dos pacientes e transforma-se em um porta-voz de um grupo onde ele não enxergava loucos, mas apenas pessoas normais reduzidas à condição de um.
Inicia-se assim o conflito entre MacMurphy e a enfermeira Ratched. A enfermeira vê o novato como um vírus capaz de abalar toda sua estrutura imposta aos pacientes através de sua intimidação subliminar. Ela é o pior tipo de vilão que existe: aquele que não tem idéia que é um. Sua vida gira em torno daqueles pacientes submissos e na crença inabalável que seu controle sobre eles é benéfico. Ratched não suporta a simpatia depositada em Mac pelos internos enquanto era ela quem realmente lhes fazia bem. No duelo travado entre a enfermeira Ratched e Mac, percebemos que a sanidade muitas vezes tem menos sentido que a loucura.
Em Um estranho no ninho, Milos Forman brilha na direção, extraindo excelentes atuações de todo o elenco e na reprodução de belos momentos de caos insuportável. Forman, até com os figurantes, capta ótimos desempenhos (é verdade que alguns deles eram de fato doentes mentais). Além de Jack Nicholson e Louise Fletcher nos papéis principais, o cast conta ainda com os então jovens Danny DeVito e Christopher Lloyd. O filme venceu as cinco principais categorias do Oscar de 1976 (filme, ator, atriz, roteiro e direção), façanha antes só alcançada em 1934, por Aconteceu naquela noite.
Um estranho no ninho é um filme esquizofrênico cujo roteiro transita entre cenas hilárias, dignas das mais empolgantes comédias, e momentos apreensivos e perturbadores durante os 120 minutos da fita. Mas este é exatamente o diagnóstico de todo grande filme.
obs.: a película é tão extraordinária na tela como por trás dela. A história da sua pré-produção é uma verdadeira saga da família Douglas (Kirk e Michael) em busca da realização do projeto. No entanto, não adentrarei neste certame. Já o fizeram com bastante propriedade em: www.cineplayers.com/critica.php?id=259
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
ENCONTRO HISTÓRICO
Eddie Veder e The Strokes regravam juntos essa clássica música do grande Marvin Gaye.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
CURIOSIDADES DO ROCK vol II
Aqui vai o segundo volume das Curiosidades do Rock.
Mais um manancial de histórias bizarras, estranhas, tristes, mas, sobretudo, divertidas como só o rock pode produzir.
O editor fascista desse blog anda pior do que nunca, não sai do meu pé. E depois que viu o filme Tropa de Elite, acha que é o Cap. Nascimento e que eu sou seu “aspira” no BOPE do Rio de Janeiro. “NUNCA SERÃO”.
Por enquanto fiquem com o pior, e o melhor dessas histórias.
1 – AMARELOU
Antes do Nirvana, em 1984, Kurt Cobain fez um teste para entrar nos Melvins. Foi reprovado. Estava tão nervoso que ficou sem voz e esqueceu as letras de todas as músicas.
Foi ainda em agosto do mesmo ano que Kurt foi ao seu primeiro show de punk rock. Ele viu uma apresentação do Black Flag e percebeu que em se tratando de música, não precisava ter medo de nada.
2 – CAMALEÃO DO ROCK
Desde do início de carreira David Bowie sempre foi um ser mutante. Em 1969, antes do sucesso, seu empresário teve um trabalhão para convencê-lo a dar uma entrevista para a revista gay Jeremy. Três anos depois, já na onda glam rock e aproveitando o sucesso do álbum ZIGGY STARDUST, Bowie declarou ao jornal inglês Melody Maker que era bissexual. Para vocês verem como até as opções sexuais mudam de acordo com o mercado.
3 – SAUDOSO MOON
Depois de chapar com um coquetel de vodka com tranqüilizante para cavalo, o baterista do The Who, Keith Moon (um dos maiores bateras e bebuns de todos os tempos), literalmente desabou em cima dos tambores durante um show nos EUA. Para não interromper a apresentação o guitarrista Pete Towshend, soltou: “Tem algum baterista na platéia ??”
Scott Halpin foi o felizardo que teve seus quinze minutos de fama tocando três músicas com o Who.
4 – PAGOU PELA BOCA
Vejam o que um atormentado Eddie Vedder declarou em 1991 logo após o estouro do álbum TEN do Pearl Jam: “Eu tenho problemas com as coisas boas que escrevem sobre o Pearl Jam. Aliás, eu tenho problema com tudo... Gostaria de nunca ter aparecido na MTV. Me sinto um bobo tendo que falar da banda o tempo todo”
Mal sabia ele que 16 anos depois dessa entrevista, ainda estaria falando sobre a mesma banda e teria mais horas de MTV que muitos rockstars.
5 – OVER THE RAINBOW...
Nos anos 70, quem comandava a legendária patota de bêbados no clube Rainbow, em Hollywood, era Alice Cooper. “A gente bebia todo dia até as 4 da manhã. O negócio era ver quem era o último a rastejar para casa”, explica.
John Lennon viveu ali, entre os chamados Hollywood Vampires, seus dois anos mais trash, junto com Alice e alcoólatras especialmente convidados como Keith Moon, que costumava a aparecer vestido de Hitler, ou então de mulher.
6 – VOCÊ CONHECE ESSAS BANDAS ?
É assim que eles se chamavam no início de carreira, ainda bem que mudaram de idéia a tempo;
The Silver Beetles ( The Beatles)
Smile (Queen)
Mammoth (Van Halen)
The Tangerine Puppets (Ramones)
The Screamming Abdas (Pink Floyd)
The High Numbers (The Who)
Tommy Forgety and The Blue Velvets (Creedence Clearwater Revival)
Tom e Jerry (Simon and Garfunkel)
7 – DOSSIÊ GUNS N´ ROSES
Agosto de 1989 – Izzy Stradlin urina no piso de um avião durante um vôo e é obrigado a pagar três mil dólares entre multas e custos de limpeza da aeronave.
Setembro de 1989 – O mesmo Izzy toma uma surra de Vince Neil, vocalista do Motley Crue. Semanas depois quando o Guns abria para os Rolling Stones, Axl Rose dá um esporro público em Slash. Segundo o vocalista o guitarrista estava tomando heroína demais.
Outubro de 1990 – Axl Rose estoura a cabeça de sua vizinha com uma garrafa de vinho. Motivo; ela reclamava do barulho que vinha da casa dele.
Julho de 1991 – Axl inicia um quebra-quebra num clube em Montana, EUA. Queria pegar a todo custo a máquina do fã que fazia fotos da banda em situações indiscretas. Nove dias mais tarde ele paralisa um show, e só volta ao palco, depois que seguranças retiram um fã mal-educado. Ainda no mesmo mês, o ex-baterista da banda Steven Adler entra com uma ação contra Axl e cia. Ele alegava que o estilo de vida do grupo o levou a se viciar em heroína.
Janeiro de 1992 – Axl é preso no aeroporto JFK. O caso é abafado.
Agosto de 1992 – Dois mil fãs canadenses promovem o maior tumulto depois que o grupo encerra o show após ficar no palco por apenas quinze minutos.
Dezembro de 1992 – Um dia antes de uma apresentação no Brasil, Axl atira uma cadeira contra jornalistas no saguão do hotel em São Paulo. Em 1991, no Rock in Rio II, ele havia jogado um telefone pela janela do hotel onde estava.
8 – AS SETES VIDAS DE CLAPTON
Eric Clapton é especialista em voltas por cima. Uma delas ocorreu em 1973 quando, depois de um período recluso, drogadão, o guitarrista retornou aos palcos num show lotado organizado por Pete Towshend (Who) com participação de Ron Wood (Stones). Dessa vez não deu muito certo. Eric teve uma recaída e passou um ano parado. Até que, em 74, gravou “I SHOT THE SHERIFF” e emplacou um número 1 nas paradas. É a prova que até nisso, Bob Marley melhorou o mundo.
9 – AMERICAN MARLEY
Falando em Bob Marley, em 1966, um certo Donald Marley trabalhou nos EUA, como garçom, assistente de laboratório da DuPont, operário de montagem da Chrysler e motorista de guindaste. Seu verdadeiro nome era: Robert Nesta Marley, mas ele ainda não era o famoso Bob.
10 – FACES DA MORTE
Detalhes bizarros sobre as mortes de alguns rocstars;
Mamma Cass (Mamas & The Papas) – Engasgou-se comendo um sanduíche de presunto e morreu asfixiada.
John Bonham (Led Zeppelin) – Morreu sufocado pelo próprio vômito. Ele havia ingerido 40 doses de vodka com suco de laranja e outras coisitas mais...
Sam Cooke – Foi baleado pela dona de um hotel em Los Angeles. A velha assassina alegou que o famoso cantor tentava estuprar uma menina.
Ian Curtis(Joy Division) – Epiléptico e sofrendo de depressão, se enforcou depois de ver o filme STORSZECK, de Werner Herzog, ao som do disco THE IDIOT, de Iggy Pop.
Dennis Wilson(Beach Boys) – único surfista de fato da banda, morreu afogado depois que, completamente bêbado, saltou de um bote para um mergulho. Depois de ter o corpo encontrado, Dennis foi jogado novamente no mar, a pedido da família.
Randy Rhoads – O lendário guitarrista de Ozzy Osbourne se pelava de medo de andar de avião. Morreu em conseqüência de um desastre aéreo, quando um avião caiu em cima de um ônibus no qual viajava.
11 – COAST TO COAST
Em 1985, o produtor do Van Halen perdeu uma aposta histórica com o vocalista David Lee Roth; desafiou David a fazer, de carro o percurso Los Angeles / Nova York, em apenas três dias. Ele deveria chegar a tempo de uma apresentação da MTV. Com um Mercury Lowrider 1951, David chegou minutos antes do programa começar.
12 – A SERINGA E A PERDA
No fim de 1972, Neil Young, preparou-se para uma turnê com o guitarrista Danny Whitten, do Crazy Horse. Danny estava viciadão em heroína e bebendo muito também. Logo nos primeiros ensaios, ficou claro que não ia conseguir tocar nada. Neil Young, que era grande amigo dele, teve de demiti-lo. O empresário de Neil colocou Danny Whitten num táxi para o aeroporto com 50 dolares. Danny usou a grana para comprar heroína e ter sua overdose fatal.
Sentindo-se culpado, Neil Young compôs; “THE NEEDLE AND THE DAMAGE DONE”. Escutem essa letra, vale muito á pena.
Por hoje é só pessoal. Semana que vem se o editor nazista deixar, vou tentar mandar mais algumas barbaridades.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
SOM DA SEMANA - SAM & DAVE
Sam Moore e Dave Prater foram excelentes interpretes da Soul Muisc nos anos 60. Essa música disponível para download é a classica Soul Man.

Link: http://rapidshare.com/files/64435824/12_-_Soul_Man.mp3
* Toda semana será lançado um novo download para ser o nosso som da semana.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
EXCELENTE PEDIDA

MUSE - BLACK HOLES AND RAVELATIONS
O último disco do Muse foi lançado em 2006. Ele mostra uma leve mudança no som da banda, pois nesse trabalho percebe-se claramente a influência da música eletrônica. A sonoridade do Muse é inconfundível, nela esta incluída elementos de Metal, Indie, Eletro e pitadas de bandas como Radiohead e New Order. A primeira faixa intitulada de “Take A Bow” abre o disco num clima sombrio mostrando as novas influências logo de cara. A segunda canção “Starlight” coincidentemente também é o segundo single desse trabalho. Ela vem com um teclado contagiante, baixo distorcido, bateria quebrada e um vocal cheio de falsetes, esse momento é realmente fascinante! Logo após vem o primeiro single “Supermassive Black Hole” uma música com atmosfera psicodélica e cheia de efeitos eletrônicos, trata- se de uma faixa apenas interessante. A sexta canção “Invincible” cresce dentro de você, te faz viajar para um ambiente sobrenatural, obscuro e cheio de emoção. Essa é a mais bela música do disco, sem medo de errar! Colada nela vem “Assassin”, que nos faz lembrar os velhos tempos das guitarras pesadas e riff´s certeiros, ótima faixa. O trio fecha o disco com a excelente “Knights Of Cydonia”, música que possui vários ambientes, no começo soa alegre e dançante, depois começa um estranho couro e termina com uma guitarra linda e extremamente pesada, estilo Metal Old School. Muse não é revelação, nem muito menos sensação, trata-se de uma banda com estrada nas costas e que sabe o quer e o que faz. MUSE É UMA EXCELENTE PEDIDA!!!
domingo, 30 de setembro de 2007
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
O GRANDE DRIBLE DE CHICO

Já que, Pedro Henrique Wanderley prometeu condensar a carreira e os discos de Chico Buarque a partir dos anos 80, vou me ater a sua fase mais criativa, fase que engloba exatamente o período anterior á década citada.
Sei que Chico anda meio batido, que de dez anos para cá virou unanimidade absoluta nacionalmente, que alguns já estão meio cansados de ouvi-lo, sobretudo porque há uma ótima banda em Recife que toca suas músicas constantemente, sei de tudo isso. Mas obra é atemporal, o que esse gênio fez precisa ser descrito e constantemente revisto.
Pra começar vou falar de um disco que gosto muito, SINAL FECHADO, é um dos grandes discos dos anos 70, quem conhece sabe, mas pra quem não conhece aqui vão algumas revelações dos momentos que antepuseram a feitura desse álbum.
Em 1974, ano do disco, Chico Buarque estava quebrado, liso, contudo, essa história começa um pouco antes. Em 1970 ele voltara de um exílio na Itália fazendo barulho, como lhe aconselhou seu parceiro Vinícius de Moraes. Chico soltou no mercado nada menos que "APESAR DE VOCÊ", um dos grandes hinos contra a ditadura militar. A censura cochilou no “você” e em pouco tempo o compacto vendeu 100.000 cópias. Quando os militares sacaram a malandragem, mandaram recolher das lojas todos os discos, já era tarde. Chico era um alvo querido demais, o mundo já sabia seu samba de cor e o cantava a plenos pulmões em todo país.
Craque como sempre foi, ele aproveitou o momento, fez no ano seguinte um dos maiores discos de sua carreira; CONSTRUÇÃO(no futuro, falaremos dessa obra prima nesse blog) e logo após um disco ao vivo com Caetano Veloso. Mais sucesso não se podia querer. Empolgado, Chico embarcou num projeto com seu amigo Ruy Guerra que escrevia a peça CALABAR, compôs toda trilha da peça, todas as músicas para cada um dos personagens. Empenhou seu dinheiro na montagem e na gravação do disco com as músicas, mas eis que, o regime endureceu de vez, os militares achavam que para um artista popular, Chico estava indo longe demais...
Toda peça foi proibida, não se podia falar a palavra Calabar, quanto mais encená-la. Todo show de Chico tornou-se um inferno, censores na porta, lista de músicas tendo de ser previamente autorizadas e shows cancelados. Para piorar, ele retirou uma música de um festival patrocinado pela tv Globo, como revolta contra a censura que vários artistas vinham sofrendo. Virou persona non gratta na emissora e sua obra, bem como seu nome, foram banidos em todos os programas, sem exceção.
Chico estava perdendo os canais de aproximação com seu público, e isso, pra qualquer artista, é pior que a morte. Viu que a situação estava de fato insustentável, quando num show ao lado de Gilberto Gil, cortaram seus microfones na hora da execução de "CÁLICE", de autoria de ambos. Tudo bem que "Cálice" era um tapa na cara do regime militar, mas Chico sacou que teria de se reinventar se quisesse sobreviver.
Entretanto, como eu já escrevi aqui, talvez seja na pior hora(e talvez por isso mesmo) que o artista se torna mais artista. Chico percebeu que todas as suas novas músicas quando enviadas a censura(e isso era obrigatório na época) voltavam vetadas, sentiu-se cada vez mais isolado e sem perspectivas. Então, teve uma simples idéia, daquelas que só aparecem nos momentos de crise.
Continua semana que vem...
É faca na caveira
Com estréia oficial marcada para o dia 12 de outubro e prática já realizada por todos os camelôs da cidade, Tropa de Elite é um campeão de bilheteria antes mesmo dessa abrir. No Rio de Janeiro, onde se iniciou a comercialização de uma cópia não finalizada, o filme fez a alegria dos ambulantes cariocas.
Toda a pré-badalação do filme, que só foi exibido no festival do Rio e em uma pequena sala no município paulista de Jundiaí (estratégia para se enquadrar no calendário do Oscar), gera muita expectativa. E Tropa de Elite corresponde à boa parte dela. Logo nos primeiros minutos, a fita já imprime um ritmo forte, com seqüências de ação que, ao contrário dos tiroteios americanos, impressionam pela realidade e crueza.
Além de chocar o menos impressionado dos espectadores , o filme também produz outros sentimentos curiosos no público. Nas cenas de corrupção e incompetência da PM convencional, não sentimos indignação alguma e o conformismo impõe-se com risos. O ator Milhem Cortaz, perfeito no papel do capitão corrupto Fábio, se torna alívio cômico da película.
Outra sensação perigosa que a fita produz é a torcida pelos homens de preto. Narrado sob a ótica do Capitão Nascimento - excelente atuação de Wagner Moura – o espectador, em momento algum, critica os abusos de autoridade, a violência ou os interrogatórios nada convencionais praticados pelo BOPE. Ao contrário, é visível a vibração de alguns quando um traficante é alvejado, espancado, asfixiado ou vítima de atentado violento ao pudor por um cabo de vassoura.
Quem pertence a classe média, grande público-alvo da produção, encontra-se na berlinda. A ótica policial enquadra muito dos nossos representantes com vigor. Mais eficiente que qualquer campanha publicitária anti-drogas, o filme expõe a participação dos pequenos usuários no grande esquema do tráfico de forma convicente.
Porém, o grande mérito de Tropa de Elite foi não se concentrar nessas questões sociais e políticas. Elas são assimiladas sutilmente. A preocupação primária de um filme é entreter. Quando se tenta levantar bandeiras de mais, não se tem nenhum um bom entretenimento nem uma boa mensagem.
Toda a pré-badalação do filme, que só foi exibido no festival do Rio e em uma pequena sala no município paulista de Jundiaí (estratégia para se enquadrar no calendário do Oscar), gera muita expectativa. E Tropa de Elite corresponde à boa parte dela. Logo nos primeiros minutos, a fita já imprime um ritmo forte, com seqüências de ação que, ao contrário dos tiroteios americanos, impressionam pela realidade e crueza.
Além de chocar o menos impressionado dos espectadores , o filme também produz outros sentimentos curiosos no público. Nas cenas de corrupção e incompetência da PM convencional, não sentimos indignação alguma e o conformismo impõe-se com risos. O ator Milhem Cortaz, perfeito no papel do capitão corrupto Fábio, se torna alívio cômico da película.
Outra sensação perigosa que a fita produz é a torcida pelos homens de preto. Narrado sob a ótica do Capitão Nascimento - excelente atuação de Wagner Moura – o espectador, em momento algum, critica os abusos de autoridade, a violência ou os interrogatórios nada convencionais praticados pelo BOPE. Ao contrário, é visível a vibração de alguns quando um traficante é alvejado, espancado, asfixiado ou vítima de atentado violento ao pudor por um cabo de vassoura.
Quem pertence a classe média, grande público-alvo da produção, encontra-se na berlinda. A ótica policial enquadra muito dos nossos representantes com vigor. Mais eficiente que qualquer campanha publicitária anti-drogas, o filme expõe a participação dos pequenos usuários no grande esquema do tráfico de forma convicente.
Porém, o grande mérito de Tropa de Elite foi não se concentrar nessas questões sociais e políticas. Elas são assimiladas sutilmente. A preocupação primária de um filme é entreter. Quando se tenta levantar bandeiras de mais, não se tem nenhum um bom entretenimento nem uma boa mensagem.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Il buono, il brutto, il cattivo
Nos créditos de abertura, já fica claro que Três homens em conflito (acho que fomos um dos únicos países que não realizou a tradução literal) é um filme que não envelheceu. Com mais de 40 anos, a película permanece mais moderna e visualmente instigante que muitos blockbusters recentes. Não é por acaso que seu diretor, Sergio Leone, tenha influenciado toda uma geração de cineastas. A apresentação dos personagens, o uso constante - mas nunca gratuito - de closes, abertura de planos magistralmente reveladoras e as seqüências ritmadas com a trilha são umas das marcas registradas do diretor cujas patentes são frequentemente utilizadas. Quentin Tarantino, Guy Ritchie, Robert Rodriguez são exemplos de diretores que, de quando em vez, incorporam o estilo do italiano em seus trabalhos.Em Três homens em conflito, Sergio Leone exibe todo seu virtuosismo cinematográfico, mas não são apenas os primorosos recursos de câmera ou edição que fazem desta fita o western definivo e ainda assim um filme que transcende o gênero. Clint Eastwood, Lee Van Cleef e, em especial, Eli Wallach realizam atuações memoráveis no papel dos três protagonistas. O roterio, assinado pelo próprio Leone e Luciano Vincenzoni, é aparentemente simples, mas repleto de engenhosas viradas. E a trilha? Ennio Morricone, colega e grande parceiro do diretor, conseguiu superar a aclamada trilha de Por um punhado de dólares, parceria anterior da dupla. O tema do filme virou sinônimo absoluto de Western. Na verdade, quase tudo do filme virou. Tanto que um desavisado pode confundir os grandes momentos do bom, o mal e o feio com clichês do gênero. São aqueles casos raros onde a cena inédita transmuta-se em clássica instantaneamente.
Já assisti ao conflito desses três homens dezenas de vezes e não me canso de ver novamente. Sempre encontro algo novo na película. No entanto, invejo quem ainda não a assistiu e tem a oportunidade de assistí-la pela primeira vez.
VERSÃO NACIONAL

MOPTOP
O Brasil acaba de ser presenteado com uma genuína banda de Rock! O debut desses cariocas vem repleto de riff´s de guitarras, ótimas linhas de baixo e letras estonteantes. São claras as influências dos The Strokes e Los Hermanos, mas o Moptop (esse era o nome do corte de cabelo usado pelos Beatles) também mostra que possui personalidade própria em seu primeiro lançamento. O disco começa com “Uma Chance” uma música empolgante e com um vocal nervoso. O primeiro sucesso fica por conta de “O Rock Acabou” esse é o hit da bolacha, nessa canção eles acertam na veia tanto na guitarra como nas variações de bateria. Na faixa “Moonrock” feche os olhos e entre numa viagem à lua, pois ela vem num ritmo crescente e com um baixo certeiro. Na oitava música chamada de “Tão Certo” você perceberá em alguns momentos uma leve distorção no vocal, dando um clima especial a essa canção que possui uma letra excelente. Chegando à penúltima faixa “Seja Até o Fim”, Gabriel (vocal e guitarra) mostra, apesar de ser seu primeiro trabalho oficial, intimidade com o microfone soltando em certos momentos algumas risadinhas, deixando um tom de ironia no ar. O Moptop mostra na sua estréia que possuímos bandas novas de puro Rock no Brasil e que não precisamos aturar essas Boy Band´s EMO que são lançadas semanalmente pela MTV e rádios. Se você gosta de dirigir adquira esse disco e coloque no último volume de seu carro e reze para os semáforos estarem verdes...
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
ENCONTRO HISTÓRICO
- JOHN LENNON (THE BEATLES)
- MICK JAGGER (ROLLING STONES)
- MITCH MITCHELL (BATERISTA DO JIMMI HENDRIX)
- KEITH RICHARDS(ROLLING STONES)
- ERIC CLAPTON (CREAM)
sábado, 22 de setembro de 2007
MOMENTOS PARA A ETERNIDADE

Foto externa do lendário bar CBGB em 1977 (reparem o lado esquerdo da foto). By Bob Gruen.
*Só para esclarecer, vou publicar algumas fotos antológicas do mundo músical. As primeiras serão fotos do aclamado Bob Gruen, esse cara fotografou por muito tempo os Ramones, The Clash, John Lennon, David Bowie e muito outros.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
APRESENTAÇÃO
Alexandre e Marcelinho me convidaram para ser um colaborador do Blog.
Não serei um colaborador fixo, mas um eventual.
Já tenho duas postagens encomendadas.
Uma, que já está em andamento, será um estudo do caminho trilhado por Chico Buarque nas suas composições no período entre os discos Vida, de 1980 e ParaTodos, de 1993.
A outra será sobre o disco Expresso 222 do Ministro da Cultura, Exmo. Sr. Gilberto Gil. Expresso 222 mistura a influencia inglesa do baiano, que acabava de retornar do exílio em Londres, com um regionalismo nordestino arrastado. Um mix que, para mim, deu fruto à obra prima desse gênio.
Hoje, contudo, as minhas breves considerações serão apenas para mostrar qual será a minha contribuição para esse novo, mas já tradicional, blog.
Primeiro, não sou um estudioso de música. Sou um apaixonado.
Segundo, a minha preferência é música brasileira. Música brasileira de qualidade.
Não suporto a premissa de que tudo tem o seu valor. Não concordo.
Não enxergo nenhum valor em Limão com Mel, Saia Rodada, É o Tcham, Só pra Contrariar, Daniel, Jorge Vercílo e tantos outros.
Ao contrário, vejo pontos negativos. Eles incomodam ao ouvido e à inteligência humana.
Adoro MPB, mas não gosto de música ´´romântica´´. Adoro um bom samba e o verdadeiro pagode, mas odeio esses grupinhos melancólicos. O forró pé de serra de Gonzagão e Domingos são patrimônios culturais, mas dói no meu ouvido qualquer ´´música´´, se assim pode chamar, desses grupos pornográficos que dizem ser de forró.
Enfim, a minha pequena contribuição nesse blog será a de valorizar a boa música nacional, criticar as ruins e analisar, sempre subjetivamente, as novas obras.
Em falar em música nova de qualidade, vale demais ouvir o que Maria Rita anda cantando. http://www.maria-rita.com/_sambameu_
Até breve.
Não serei um colaborador fixo, mas um eventual.
Já tenho duas postagens encomendadas.
Uma, que já está em andamento, será um estudo do caminho trilhado por Chico Buarque nas suas composições no período entre os discos Vida, de 1980 e ParaTodos, de 1993.
A outra será sobre o disco Expresso 222 do Ministro da Cultura, Exmo. Sr. Gilberto Gil. Expresso 222 mistura a influencia inglesa do baiano, que acabava de retornar do exílio em Londres, com um regionalismo nordestino arrastado. Um mix que, para mim, deu fruto à obra prima desse gênio.
Hoje, contudo, as minhas breves considerações serão apenas para mostrar qual será a minha contribuição para esse novo, mas já tradicional, blog.
Primeiro, não sou um estudioso de música. Sou um apaixonado.
Segundo, a minha preferência é música brasileira. Música brasileira de qualidade.
Não suporto a premissa de que tudo tem o seu valor. Não concordo.
Não enxergo nenhum valor em Limão com Mel, Saia Rodada, É o Tcham, Só pra Contrariar, Daniel, Jorge Vercílo e tantos outros.
Ao contrário, vejo pontos negativos. Eles incomodam ao ouvido e à inteligência humana.
Adoro MPB, mas não gosto de música ´´romântica´´. Adoro um bom samba e o verdadeiro pagode, mas odeio esses grupinhos melancólicos. O forró pé de serra de Gonzagão e Domingos são patrimônios culturais, mas dói no meu ouvido qualquer ´´música´´, se assim pode chamar, desses grupos pornográficos que dizem ser de forró.
Enfim, a minha pequena contribuição nesse blog será a de valorizar a boa música nacional, criticar as ruins e analisar, sempre subjetivamente, as novas obras.
Em falar em música nova de qualidade, vale demais ouvir o que Maria Rita anda cantando. http://www.maria-rita.com/_sambameu_
Até breve.
10 ESPORROS !

NEIL YOUNG - LIVING WITH WAR
Dessa vez o velho dinossauro ataca com todas as armas em Living With War. O disco é uma pancada do começo ao fim na postura imperialista do governo Yankee. Trata-se de um trabalho temático, porém muito bem elaborado e com postura fiel a proposta de discurso anti-guerra. Destaco dessa vez o disco por inteiro, pois o mesmo possui apenas dez protestos rápidos e contagiantes. Ele soa cru, tipo Power Trio, ouvindo você tem a impressão que foi gravado em apenas um take. Em quase todas as faixas ele conta com ajuda de um coral, alternando entre crianças e uma espécie de grupo gospel, e em outras entra um trompete dando todo um clima de marcha militar. Todas as canções são o puro Rock N'Roll, exceto America The Beautiful (um belíssimo couro). O velho não cansou, nem muito menos se conformou, ele continua sua saga num trabalho em que aborda um tema batido, porém feito com muita competência e credibilidade. E antes que eu esqueça, quem anda falando o Rock morreu é bom correr logo e adquirir esse disco, pois ele acabou de ressuscitar!!!
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Curiosidades do Rock Vol I
Já que a inspiração não apareceu, nenhum disco me chamou a atenção em especial e o editor fascista desse blog não pára de me cobrar mais contribuições... Aqui vai:
Hoje resolvi escrever não sobre uma banda, não sobre um artista, mas sobre histórias. Histórias de bandas e de artistas. Histórias engraçadas, trágicas, por vezes estranhas, porém, com certeza, indicadoras do verdadeiro espírito do rock n´roll. Espírito esse há muito alterado, adormecido, até mesmo perdido. Posso estar sendo saudosista, no entanto percebam como era bem mais divertido...
1 - MIJONES
Os Rolling Stones, em 1965, foram multados em cinco mil libras cada por terem urinado em público, num posto de gasolina depois de um show em Londres. Brian Jones foi o idealizador da custosa brincadeira.
2 - DEDO NA GARGANTA
“Whole Lotta Love”, foi á última música que John Bonham, baterista do Led Zeppelin, tocou ao vivo. Rolou durante o último show do grupo em Berlim, no ano de 1980. Em 25 de setembro do mesmo ano, três meses após esse show, Bonham morreu sufocado pelo próprio vômito e a banda acabou.
3 - CRESCE E... SOME
O bebê que aparece na capa do Nevermind do Nirvana é o americano Spencer Eldon.
O guri da capa do War do U2 é o irlandês Peter Rowen. Ele tinha cinco anos quando fez a foto e seu pagamento foi uma caixa de bombons. Todos dois deram em, nada.
4 - MODELITO
O guitarrista David Gilmour (quem diria), foi modelo antes de substituir Syd Barret no Pink Floyd em 1968. Pouco antes de entrar na banda, David fazia desfiles e vivia cercado de lindas mulheres na França.
5 - PERFIL NARCISO
Durante a gravação do vídeo “Califórnia Jam”, do Deep Purple, o guitarrista Ritchie Blackmore bateu com o instrumento na cara de um cameraman. Tudo porque, preocupado como ia aparecer na fita, Ritchie havia pedido ao sujeito para que não focalizasse seu perfil do lado direito. O cinegrafista ignorou a ordem e foi Ritchie quem "queimou o filme".
6 - VOCÊ TAMBÉM PODE SER UM ROCKSTAR
O que eles faziam antes da fama ??
Chuck Berry – Cabeleireiro.
Duff Mackagan (Guns n´Roses) – Ladrão de carros.
Elvis Presley – Motorista de caminhão.
Phil Collins – Ator de teatro infantil.
Sting – Professor e Leiteiro.
Joe Cocker – Encanador.
Jimi Hendrix – Paraquedista do exército.
Van Morrison – Limpador de janelas.
7 - ASSASSINATO POLÍTICO
Peter Tosh morreu assassinado com quatro tiros em 1977. A explicação oficial foi que três ladrões invadiram sua casa e, depois de Tosh ter recusado dar dinheiro para os assaltantes, foi baleado a queima roupa. Explicação pouco provável. Rastas ortodoxos garantem que quem matou o cantor foi a polícia, em represália a pregação libertária que o artista fazia nos seus shows.
8 - PERFECCIONISMO
Os Beach Boys gastaram seis meses seguidos, passando por dez estúdios diferentes para gravar o single “Good Vibrations”, de cerca de três minutos de duração. As loucuras de Brian Wilson(baixista e mentor da banda) deram resultado, essa música é considerada um dos melhores singles de todos os tempos por vários especialistas.
9 - WE ALL LIVE IN...
A inspiração para o clássico Yelloow Submarine do Beatles surgiu depois da primeira viagem de LSD de John Lennon em 1966. Durante uma festa em Hollywood, John, que até então não conhecia a droga, viu um famoso dentista sapecar dois torrões de açúcar em sua bebida. Resultado; voltou pra casa jurando que dirigia um submarino amarelo...
10 - VER A COISA PRETA
Já em decadência criativa pelo uso de drogas, Brian Jones (Rolling Stones) foi um dos primeiros amigos que Jimi Hendrix fez quando foi morar em Londres. Mick Jagger e Keith Richards que estavam brigados com Brian, odiaram Hendrix de saída. Mas o pior ainda estava por vir, os lideres dos Stones ficaram realmente revoltados quando souberam que suas respectivas namoradas Marianne Faithfull e Linda Keith passavam suas noites no backstage do clube onde Hendrix se apresentava, doidinhas pelo Negão.
11 - BARBIE E MÃOZINHA
Dois gênios da guitarra tem apelidos curiosos:
Jimmy Page do Led Zeppelin era chamado pelos parceiros de banda de “Old Girl” ou Garota Velha, porque sempre atrasava as apresentações do grupo para arrumar os cabelos com bobbies e secadores...
Já Eric Clapton, na época nos Yardbirds, além do famoso God (Deus) pichado nos mêtros londrinos, tinha a alcunha de “Slowhand” ou Mão Lenta, pelo jeito na manha que tocava seu blues.
12 - PEGAVA NA RAQUETE
Freddie Mercury , muito antes de ser cantor do Queen, foi campeão mundial de tênis de mesa. Na juventude ele se formou em ilustração e design, o que mais tarde o tornaria responsável pelo logotipo do Queen e pelas capas dos primeiros álbuns do grupo. Contudo Freddie não estava á frente de seus companheiros de banda. Brian May (guitarra) é PHD em Astrofísica, Roger Taylor (bateria) é formado em Biologia e John Deacon(baixo) é mestre em Eletrônica.
13 - TAXMAN
Quando o guru indiano Maharish, convenceu os Beatles a passar uma temporada em sua fazenda do Himalaia para um ritual de purificação, não deveria saber que os quatro rapazes eram das docas do porto de Liverpool. Ao pedir aos Beatles que doassem 25% da sua renda bruta para sua congregação espiritual, viu John Lennon, rápido como quem rouba, pular fora e avisar que estava voltando para a Inglaterra.
- Por quê ?? perguntou Maharish
- Se você é mago mesmo, já deveria saber... Respondeu John.
Logo após o episódio, John Lennon compôs uma das mais belas músicas do Álbum Branco dos Beatles – "Sexy Sadie" – canção que é inspirada no guru indiano, preste atenção na letra e vocês vão entender o que estou dizendo.
14 - JULIA ROBERTS PROGRESSIVA
O clássico progressivo “Interstellar Overdrive” do Pink Floyd foi composta por Syd Barrett a partir do riff de “My Little Red Book” do compositor americano Burt Bacharach aquele mesmo das musiquinhas românticas como “Say A Little Prayer” do filme O Casamento do Meu Melhor Amigo.
15 - PIOLHOS
Quando Bob Marley morreu de câncer, em 1981, estava careca. Isso mesmo, careca. Para o velório, foram coladas em sua cabeça as dreads originais. Antes da doença, a última vez que o rei do reggae havia cortado o cabelo tinha sido em 1968. Haja piolho...
Bem galera, por hoje é só, espero que tenham gostado, semana que vem (se o editor nazista deixar), tem mais.
ARTISTA DEL MUNDO

MANU CHAO - LA RADIOLINA
Manu Chao não é apenas um simples músico franco-espanhol, mas também um homem politizado, um ativista, um cantor e compositor poliglota, um cara simples que sai para beber nos botecos das cidades em que realiza seus shows, um artista do mundo onde tem em sua fonte de inspiração ritmos multiétnicos como: rumba, baladas latinas, reggae, música africana, flamenco, ska e dessa vez até country(confira as faixas 13 dias e Besoin de la Lune). No seu novo trabalho acontecem bons momentos quando ele resolve lembrar de sua antiga banda Mano Negra, uma das mais populares bandas de Rock da França, grandes exemplos disso são as músicas: “Rainin In Paradize”, “The Bleedin Clown”, “El Hoyo”, “Panik Panik” e “Ahora Que”. O ska “Tristeza Maleza” vem cheio de guitarras, metais e protestos contra o presidente Norte Americano George Bush. Uma das canções mais bonitas se chama Llaman Calle um verdadeiro flamenco com muitos dedilhados de violão, palmas e segundas vozes (esse é um momento de graça no La Radiolina). Outro ponto alto é quando ele faz uma viagem ao seu disco anterior, na música Mama Cuchara. Revive todo o clima ao vivo de Radio Bemba Sound System, tanto na energia da música como nos gritos de fundo e sirenes. Dizem que esse será o último trabalho de Manu Chao em formato compact disc, pois afirmam que o mesmo irá fazer lançamentos apenas via web. Isso não importa, mostra mais uma vez que esse artista está antenado as tendência do mundo globalizado. Globalizado como sua música...
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Assinar:
Postagens (Atom)






