Com estréia oficial marcada para o dia 12 de outubro e prática já realizada por todos os camelôs da cidade, Tropa de Elite é um campeão de bilheteria antes mesmo dessa abrir. No Rio de Janeiro, onde se iniciou a comercialização de uma cópia não finalizada, o filme fez a alegria dos ambulantes cariocas.
Toda a pré-badalação do filme, que só foi exibido no festival do Rio e em uma pequena sala no município paulista de Jundiaí (estratégia para se enquadrar no calendário do Oscar), gera muita expectativa. E Tropa de Elite corresponde à boa parte dela. Logo nos primeiros minutos, a fita já imprime um ritmo forte, com seqüências de ação que, ao contrário dos tiroteios americanos, impressionam pela realidade e crueza.
Além de chocar o menos impressionado dos espectadores , o filme também produz outros sentimentos curiosos no público. Nas cenas de corrupção e incompetência da PM convencional, não sentimos indignação alguma e o conformismo impõe-se com risos. O ator Milhem Cortaz, perfeito no papel do capitão corrupto Fábio, se torna alívio cômico da película.
Outra sensação perigosa que a fita produz é a torcida pelos homens de preto. Narrado sob a ótica do Capitão Nascimento - excelente atuação de Wagner Moura – o espectador, em momento algum, critica os abusos de autoridade, a violência ou os interrogatórios nada convencionais praticados pelo BOPE. Ao contrário, é visível a vibração de alguns quando um traficante é alvejado, espancado, asfixiado ou vítima de atentado violento ao pudor por um cabo de vassoura.
Quem pertence a classe média, grande público-alvo da produção, encontra-se na berlinda. A ótica policial enquadra muito dos nossos representantes com vigor. Mais eficiente que qualquer campanha publicitária anti-drogas, o filme expõe a participação dos pequenos usuários no grande esquema do tráfico de forma convicente.
Porém, o grande mérito de Tropa de Elite foi não se concentrar nessas questões sociais e políticas. Elas são assimiladas sutilmente. A preocupação primária de um filme é entreter. Quando se tenta levantar bandeiras de mais, não se tem nenhum um bom entretenimento nem uma boa mensagem.
Toda a pré-badalação do filme, que só foi exibido no festival do Rio e em uma pequena sala no município paulista de Jundiaí (estratégia para se enquadrar no calendário do Oscar), gera muita expectativa. E Tropa de Elite corresponde à boa parte dela. Logo nos primeiros minutos, a fita já imprime um ritmo forte, com seqüências de ação que, ao contrário dos tiroteios americanos, impressionam pela realidade e crueza.
Além de chocar o menos impressionado dos espectadores , o filme também produz outros sentimentos curiosos no público. Nas cenas de corrupção e incompetência da PM convencional, não sentimos indignação alguma e o conformismo impõe-se com risos. O ator Milhem Cortaz, perfeito no papel do capitão corrupto Fábio, se torna alívio cômico da película.
Outra sensação perigosa que a fita produz é a torcida pelos homens de preto. Narrado sob a ótica do Capitão Nascimento - excelente atuação de Wagner Moura – o espectador, em momento algum, critica os abusos de autoridade, a violência ou os interrogatórios nada convencionais praticados pelo BOPE. Ao contrário, é visível a vibração de alguns quando um traficante é alvejado, espancado, asfixiado ou vítima de atentado violento ao pudor por um cabo de vassoura.
Quem pertence a classe média, grande público-alvo da produção, encontra-se na berlinda. A ótica policial enquadra muito dos nossos representantes com vigor. Mais eficiente que qualquer campanha publicitária anti-drogas, o filme expõe a participação dos pequenos usuários no grande esquema do tráfico de forma convicente.
Porém, o grande mérito de Tropa de Elite foi não se concentrar nessas questões sociais e políticas. Elas são assimiladas sutilmente. A preocupação primária de um filme é entreter. Quando se tenta levantar bandeiras de mais, não se tem nenhum um bom entretenimento nem uma boa mensagem.
6 comentários:
Assisti o filme pirata e soube que o final está incompleto, alguém tem maiores informações a respeito desse boato ?
O final do filme, em sua versão pirata, deu margem a muita especulação. Existe uma vertente que afirma tudo ser uma grande jogada de marketing. Uma versão inconpleta seria propositalmente liberada para pirataria e o desfecho do filme só seria revelado em sua premiere oficial nas telenos.
PARA PARA PA PA PA PARA PARA É UM CARALHO EU SOU É DO BOPE !!!
Num tem Zé Pequeno nem Chucky Norris, eu sou é CAPITÃO NASCIMENTO!
P.S. - Dois... vez um!
Tu num é o fodão?!
Manjuba,
você curte mesmo é Tela Class.
Hummm... exigente nao? Qué cuzcuz? Javaliii ao molho madeira.... Aqui teemm... tanta coisa!
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