
NIRVANA - INCESTICIDE
Como não há nada de novo e interessante na área, resolvi escrever sobre um disco cheio de peculiaridades e sem muita repercussão na história. A compilação Incesticide veio ao mundo em dezembro de 1992 com o propósito de manter a banda no topo das paradas, já que o Nevermind estava saturado nas mesmas. Num acordo firmado entre a Geffen (gravadora do Nirvana na época) e a SubPop (selo independente que lançou a banda de Kurt Cobain ao mundo) eles conseguiram lançar a bolacha. Mas como assim? Uma banda que só tem dois discos vai lançar uma coletânea? Isso mesmo! Parece ser uma parada caça níquel (e não deixou de ser), mas com o Nirvana tudo é sincero e atraente. O disco foi composto com sobras dos dois primeiros discos, gravações em estúdios de TV´s e versões covers de algumas bandas. Kurt Cobain teve participação ativa nesse projeto, ele não só escolheu as músicas, como pintou a capa do disco e ainda emprestou seu patinho de borracha para a contra capa. Essa compilação é aberta com “Dive” uma música com um baixo grandioso e bateria pesada. Em seguida vem o hit “Sliver” que sem dúvida alguma traz uma das mais raivosas e rasgada atuação de Cobain em sua curta trajetória. A quinta faixa “Turnaround” é um cover da banda punk Devo, no mínimo uma versão curiosa. Colada nela vem mais dois covers “Molly´s Lips” e “Son of Gun” ambas dos Vaselines. Podemos considerar esse o ponto mais pop do disco, exercido com muita competência e instigação. Outro ponto interessante que podemos conferir nesse trabalho é nova roupagem que deram a “Polly”, eles conseguiram melhorar a obra já existente pois deram a “ela” a cara do Nivana, ou seja a pegada que faltava. A décima segunda música “Hairspray Queen” é uma das mais bizarras já feitas pelo o Niravana, contudo Kurt mostra que consegue alternar com bastante eficácia o submundo com o Pop. O trabalho é fechado com “Aneurysm”, uma música simplesmente fantástica. Cobain consegue mostrar que sua genialidade está intrínseca em cada detalhe e momento dessa música. Dave Grohl por sua vez dá um espetáculo de bateria mostrando seu virtuosismo e força. Sem dúvida, uma das mais absurdas canções já feitas por esses caras de Seattle. Esse disco não é o melhor dessa fantástica banda, porém mostra como se pode ganhar uns trocados fazendo um trabalho digno e sincero sem precisar apelar para o comum e banal. Uma coisa o Nirvana mostrou em tudo que fez, que o normal e verdadeiro podem ser geniais, basta fazer com a alma!
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